domingo, 27 de fevereiro de 2011

DWW!

Isto de andar a passar mais tempo noutros territórios da net leva-nos a descobrir novos vícios.




Só ouço isto desde que a semana começou (com, claro, intervalos para ouvir Adele e a recente banda sonora de Glee).

sábado, 26 de fevereiro de 2011

estou a ganhar brancas porque a ruindade da semana assentou agora.

uma coisa é dizer que não se pode porque há trabalho. outra coisa é perceber e ficar-se feliz por isso.
uma coisa é ter a mania que se sabe. outra coisa é saber que se tem a mania, mas agir nos conformes.
uma coisa é estar só porque se quer. outra coisa é estar só porque se quer e queixar-se de estar só.
uma coisa é querer ser diferente. outra coisa é querer e não conseguir.
uma coisa é uma coisa. nunca pode ser as duas.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

um comprimido pras emoções.

Era tão bom, mas tão bom, que o ser humano pudesse ter um botão on/off que desse para ligar e desligar em certos momentos e/ou fazer reset ou fechar sem guardar os últimos dados adquiridos.
Poupava muita energia que é gasta a pensar e a repensar na causa das coisas e porque é que elas aconteceram... E acima de tudo, não nos gastava o coração.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

do aceitar ser totó sem levantar questões.

às vezes penso porque raio é que me dou ao trabalho. a sério.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

de como há poemas que são a nossa cara.

Conversando a sós contigo,
Desfruto o prazer imenso
De não pensar no que digo
E de dizer o que penso.

E mais uma vez
Afirmo
Sem receio de seja desmentido:
- A maior felicidade
É ser-se compreendido.

António Botto

E acordar de manhã com poemas que falam a nossa vida por sms é, sem dúvida, motivo de felicidade.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

E vão três!


Quando comecei este blog, há três longos anos, nunca pensei que fosse durar tanto tempo. E embora agora pouca seja a vontade de vir aqui escrever porque, simplesmente, não tenho nada de novo para contar ou escrever sobre...este meu espaço é muito especial. Ao olhar para trás, ao ler os 730 posts que já postei aqui, consigo perfeitamente perceber cada momento da minha vida, e mesmo que eu não queira estas minhas reflexões ao luar acabaram por ser o meu diário. 
Parabéns!
E espero, no meio de toda esta pseudo-depressão-preguicite-aguda que me afecta nos último tempos, reconquistar um novo ritmo, ganhar fôlego e conseguir escrever de novo com vontade e paixão.

E obrigado a vocês que me lêem e que me seguem! :D

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

!

Lição nº1:

Nunca tomar nada por garantido.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

dos mantras.

e tu pensas e tentas que este seja o teu mantra: não me interessa.

mas, caramba, mói sempre. nem que seja da duração de um beliscão.
Ali.

sábado, 29 de janeiro de 2011

das coisas parvas deste mundo.

Nós queixamo-nos do nosso país, do estado em que as coisas estão, da falta de oportunidades. Depois das queixas, pouco ou nada muda. Porquê? Muitas vezes tem de partir de nós, temos de acreditar em nós para mudarmos o que não gostamos. O pior é quando o problema vem mesmo de cima, quando são os grandalhões que se esquecem das pessoas de valor, com todas as capacidades possíveis para interpretar um trabalho e são rejeitados.

E escrevo eu isto porquê? Porque hoje a minha mãe chegou à minha beira com a Maria na mão a falar sobre o que andam a fazer os ex-concorrentes da Casa dos Segredos. E quase todos eles estão, neste momento, a tirar cursos de interpretação ou a ensaiar para entrar numa peça! Mas estas pessoas estão tapadas ou quê? Será que elas pensam mesmo que elas chegam a algum lado só por terem a merda de um mero curso de interpretação tirado quase em cima do joelho e lhes basta isso para se poderem proclamar 'actores'?? E os actores, aqueles que estudaram durante três ou mais anos e que agora estão no desemprego? Hum? Ninguém lhes quer oferecer um papel de mão beijada, já agora? 

É por isto que este país está como está. Pessoas que estão cegas com a fama, que bastou participarem num programazinho (e, contra mim falo, porque eu perdia tempo a ver aquilo. é verdade.) e, de repente, dizem todas que desde pequeninos queriam ser actores? Então se era desde meninos porque é que não estudaram para isso? Pensavam que não ia dar dinheiro, não era? E agora dá porquê? Porque são conhecidos?! Minha gente, vocês vão ser esquecidos, podem ter esta oportunidade de ouro, mas não vai ser nada deste mundo. 

É por estas e por outras que quando digo aos meus pais que quero seguir teatro levo sempre com o sermão de que isso não vai dar nada. E eu vou lhes mostrar como, para mim, vai dar. Nem que tenha de percorrer muita estrada poeirenta enquanto uns sabujos quaisquer têm as coisas de mão beijada.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

vira o disco e toca o mesmo.

Ontem deitei-me a pensar no post da Lua Escondida, em como afinal não sou a única pessoa do mundo a sentir-me assim. E hoje, sem querer, a almoçar com a C. acabamos por falar do mesmo assunto.
Não é que me sinta desesperadamente só, mas às vezes sinto falta de poder ter um 'colinho' que não seja o dos amigos ou da mãe.
E depois penso que tenho 22 anos, ainda muita vida pela frente e ainda tanto para descobrir. Mas há sempre aquele senão, aquele 'e se neste mundo não há ninguém para mim?' e penso em coisas que não devia.
Volto atrás nos meus pensamentos, lembro como há umas semanas atrás o meu coração batia descompassadamente e eu estava, realmente, feliz.
Não é que o sentimento já se tenha desvanecido...mas é assim um outro sabor que nos traga o paladar. 

E sempre que penso que devia era aproveitar o meu tempo, pensar em mim, pensar que talvez para alguns eu não exista....há heróis que aparecem e isso trilha-me o coração.

domingo, 23 de janeiro de 2011

do sufrágio.


Hoje foi dia de eleições, tema mais que falado nesta blogosfera e por todos os telejornais da televisão portuguesa.
Eu fiz parte das mesas de voto, como já faço há algum tempo, é um trabalho algo cansativo mas dá gosto fazê-lo porque, quanto mais não seja, estou a trabalhar pelo meu país. Em algo que muitos dos meus antepassados lutaram por ter: direito ao voto.
Isto sim, é toda uma ideia bonita da coisa, não fossem os números horríveis que tivemos nestas eleições. Ainda fiquei numa sala que foi uma correria imparável durante todo o dia, isto porque na sala onde estava correspondia, mais ou menos, à faixa etária de 45 a 65 anos. E deu-me orgulho imenso ver pessoas já mais idosas irem votar, apesar de terem dificuldades motoras, porque têm orgulho de ter poder de voto. Poder de voz. E desiludi-me ao ver que a sala que correspondia à minha faixa etária teve pouca afluência. Acredito piamente, e contra mim falo, que os jovens de hoje em dia não conseguem apreciar aquilo que muitos lutaram e sofreram por ter. Queixam-se do país em que estão, das escolhas que têm de fazer porque não há saídas, mas quando lhes é dado a oportunidade de fazer alguma coisa contra isso, ignoram por completo.

Eu votei, cumpri o meu dever cívico, e agora sinto-me satisfeita por ter feito o trabalho que fiz. Levantei-me com as galinhas e cheguei a tarde e más horas, mas valeu a pena.

sábado, 22 de janeiro de 2011

1974

Nos finais de 2010 deixei de fazer as minhas recorrentes críticas sobre as peças de teatro que ia ver, e agora que penso nisso...não sei bem porque é que o deixei de fazer. E todo este impasse aconteceu quando vi o Sombras. Tenho uma professora que me disse, há uns tempos, que quando vê um espectáculo bom passa dias e dias,até semanas, a pensar no mesmo. A mim acontece-me exactamente o mesmo, mas se por um lado às vezes consigo expressar imediatamente a minha opinião, por outro lado, demoro tanto tempo que depois não vejo necessidade de o fazer. E depois do Sombras ainda veio O Jornada para a Noite, o Tu és o Deus que me Vê, produções das escolas de teatro, e acho que não me estou a esquecer de mais nenhuma...

Bom, ontem fui pela primeira vez ao teatro em 2011 e decidi inaugurar este ano com a apresentação do Teatro Meridional no TNSJ: 1974
Ao contrário do Sombras, este espectáculo não pretende glorificar Portugal, mas criticar e pôr em questão muitas das decisões que foram tomadas desde a data que o intitula. O espectáculo abre com uma cena capaz de cortar a respiração a qualquer espectador envolvendo-o logo, e desde esse inicio que não nos conseguimos desligar por um único minuto que seja. A ausência de palavras deixa-nos confortáveis naquele silêncio cheio de imagens que preenchem e constroem um óptimo espectáculo. 
É um espectáculo extremamente completo, perfeito a nível de som e luz que se conjugam, com a prestação dos actores, numa perfeita tríade teatral que, acompanhada por uma crítica mordaz final, nos deixa extremamente satisfeitos com o produto final da peça.
Não deixa de ser um homenagem ao nosso país, mas creio que é aquele veio crítico que faz o espectador não só sentir, mas criticar, pensar e tentar compreender se tudo o que aconteceu, aconteceu de acordo com os que queriam fazer evoluir Portugal o desejavam.
E como disse alguém, no final, com a imagem que o espectáculo monta, apercebe-mo-nos desta crua realidade: a de que os portugueses e Portugal estão de costas voltadas.




Até Domingo no Teatro Nacional. É "assombroso de bom"!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

dos super-heróis.



eu gostava era que tu quisesses ser o meu super-herói.


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

posto isto, é assim que uma pessoa passa o tempo.

Já escrevi aqui que as quartas deixaram de ser os meus dias favoritos, pois, agora falta falar das segundas... Não é que desgoste, até porque são o ínicio da semana e nunca se sabe como a nossa semana pode terminar, mas são extremamente cansativos. Chego a casa a pensar em dormir, dormir e dormir.
Mas ontem, quando cheguei, eu queria era ler cusquices sobre os Globos de Ouro, ler as críticas aos vestidos e ouvir o cd da Adele que saiu pela madrugada de Domingo... Mas nada disso aconteceu porque fiquei sem net. Estragou-me logo a sessão que estava à minha espera...
Decidi ver o meu (e nosso) novo vício - Modern Family -  para descomprimir e soube-me pela vida. Até me deu vontade de preparar umas coisas que estavam a necessitar de organização.

Depois de ter passado uma noite um pouco atribulada, com mais sonhos parvos e relacionados com o teatro, ia passar o dia de hoje a estudar com o T. e com o P. . Depois de ter ido ao meu sítio de sempre, um dos locais mais bonitos que existem no Porto, de me ter rido com o atraso do Tiago e de ter acabado a estudar com o P., de ter estado com pessoas que já não via há séculos, cheguei a casa e já vi os vestidos todos, já me ri com comentários e agora estou a ouvir o vozeirão da minha (e nossa) Adele e a pensar em como tanta coisa mudou nos meus entretantos.

E ainda estamos no 18º dia deste ano.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

coisas da vida para a vida.


é por estas e por [muitas] outras coisas que ele é das pessoas deste mundo que eu mais gosto.

domingo, 16 de janeiro de 2011

it burns

Tenho para mim que o acto de constatar e dar o primeiro passo na decisão nos deixa o peito aberto. Ora deixar o peito aberto permite que qualquer um, ou aquela pessoa, tenho o poder de mais facilmente nos mexer com o coração. Seja parti-lo, retorcê-lo, mastigá-lo ou até provocar uma qualquer arritmia de cada vez que nos olha, sorri ou toca.

Para além de deixar o meu peito aberto quando dou o passo em frente, deixo também a minha alma e imaginação em aberto... Porém, ao contrário do que me acontecia anteriormente, em que por uma qualquer negação ou qualquer outra coisa, eu conseguia escrever rios e rios de tinta sobre sofrimento, desta vez o meu coração fecha-se perante uma qualquer tentativa.
Não consigo encontrar palavras que expliquem este paradoxo que me faz ficar parada no tempo, a recordar momentâneas instâncias de puro carinho e de como fazem arrepiar as veias do coração. É todo um mundo novo por explorar e desta vez vem acompanhado da voz da Adele, aquela que me canta o que vai no coração.

discurso directo.

Se há um ano atrás me perguntassem como imaginaria que a minha vida neste momento, tenho a certeza que tudo me sairia ao lado. O mundo que conhecia há uns tempos atrás desabou por completo e é como alguém leu hoje: quando conheces alguém...o teu mundo desaba e deixas de gostar do que gostavas, de fazer o que fazias, apenas para te tornares o mundo desse alguém. Ora eu não me apaixonei por alguém, mas pus em questão muito do que me rodeava e baixei algumas das minhas defesas, claro que de vez em quando ainda apanho por tabela porque sou uma pessoa complicada e que gosta de complicar tudo.
E tudo aquilo a que eu estava habituada quase como que desapareceu e eu sinto que agora tenho ainda muito para explorar.
Embora às vezes ainda me sinta perdida, um bocado melancólica, que ponha em questão muitas das minhas escolhas, a verdade é que se vive um dia de cada vez e eu tenho apreciado muito este meu novo ver das coisas.

domingo, 9 de janeiro de 2011

ver anatomia de grey por acaso...dá nisto.

"Let us be alone together, it's happier than being single in pairs." [Callie em resposta ao Sloan]

Às vezes paro para pensar no que quero eu mesmo desta vida, acho que tenho em mim campos que não estão resolvidos e que é por isso que não avançam. Mas se ninguém lhes pega, se ninguém me ensina, como irão sair eles da pasmaceira?
Tudo é igual a tudo e sinto que, em parte, estou a ver parte da minha vida a passar-me ao lado.

Não que esteja obcecada com este campo, longe disso. Eu acho é que já estou cansada de ver sempre a mesma paisagem e, por uma vez que fosse, gostava que o comboio se metesse por outros carris.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Vós, ilustres leitores doutos...

... expliquem-me, por favor, porque é quando repetimos para nós próprios que queremos levar as coisas com calma, para apreciar o tempo e para perceber o que se poderá passar...tudo acontece ao mesmo tempo. E quando assumimos que, afinal, pensamos ter uma resposta e que, agora, há que encarar a vida de frente com esse pensamento...não se passa nada.
É um paradoxo ridiculamente parvo, não é? Eu acho.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

p*p

Ainda nem a primeira semana do ano terminou e eu já estou exausta. Neste momento, em que a minha cama está ali, sorrateiramente, a chamar por mim, não tenho quaisquer forças mentais e há tanto, tanto, mas tanto que ainda tenho por fazer!
Outrora adorava as quartas-feiras, era o meio da semana e o próprio dia tinha um je ne sais quais de quelque chose que me fazia gostar dele.E aconteceu-me tanta coisa boa em quartas-feiras!
Mas mudam-se os tempos, mudam-se as vontades como alguém um dia escreveu (foi Pessoa? Não sei. Estou demasiado cansada para pensar.) e hoje tenho a coragem para dizer que odeio este dia. É o dia fdp da semana, dia de cão, em que não paro um segundo, é o meu dia de depressão. E por uma qualquer razão carmástica o meu mp3 escolhe sempre músicas muito lamechas para ouvir durante a viagem de autocarro e eu, exausta, deixo-me ir embalada.

E, por agora, vou dormir que o meu mal, no fim de contas, é só sono.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Primeiro Texto de 2011

"A razão para algumas tradições - perdoem-me os conservadores - é a preguiça. No fundo é como nas relações. O amor sofre disto por acréscimo. (...) Porque não mudámos?!, perguntaremos depois. «Ora, porque não calhou.»
Às vezes é por isto que também não vamos viver um grande amor. Não deu jeito, não ficava em caminho, não surgiu oportunidade."

Cidália Dias, A Mudança

Fui ver qual tinha sido o meu primeiro texto do ano que passou e nele eu escrevia que eu era o meu próprio sol, pensamento esse que deveria ter na minha mente o ano todo. Escusado será dizer que não aconteceu, porque me esqueci de mim. Mas bom, não falemos do que já passou.
Este ano tenciono ser eu a 100% em todos os campos porque acho que me tenho descurado muito. E chega de dizer 'gostava de ser isto' ou 'era tão bom que isto acontecesse', este ano é arregaçar as mangas e fazer.
Senão, como me disseram hoje de manhã, a oportunidade passa e só restamos a nós a pensar no que poderíamos ter feito. E trabalhar, preciso de ganhar um novo fôlego para trabalhar, ler e escrever. MUITO.
Sem esquecer que, neste ano ímpar, e como escreveu a Cidália na revista do JN da semana passada, quero encontrar o meu par.

Bom Ano Novo, meus caros(as)! E que os vossos desejos se concretizem! :)

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

BOM 2011!

amem, adorem, riam, chorem, cantem, dancem, tirem fotos, vão ao teatro, vão ao cinema, ao circo, a reuniões, desesperem, batam com a cabeça na parede apenas para...aprender, aprendam, durmam, comam, bebam, saiam noite fora, percam coisas, encontrem outras, sintam o coração bater, vão à praia, apanhem sol, apanhem chuva, mergulhem, desenhem, estejam no computador, tenham frio, calor, espirrem, façam piercings, ou tatuagens, usem óculos de sol, ou gorros, ou tapa-orelhas, caminhem, saltem, sonhem, resmunguem, percam a paciência, gritem, discutam, batam o pé, virem costas e voltem costas, abracem e beijem, que falem inglês, espanhol, francês, que viajem, que partilhem segredos, que descubram segredos, que deêm as mãos, que troquem olhares, ouçam música, respirem... no fundo, vivam.
O novo ano está aí à porta, aproveitem para virar mais uma página neste vosso livro e iniciar um novo capítulo!


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

2010 em Revista


 Janeiro 2010


 Março 2010


 Maio/Junho 2010


Julho/Agosto de 2010


Outubro 2010


Dezembro 2010

Li algures no blog do Tiago que 2010 não foi um bom ano e fiquei a matutar na expressão, porque sou uma pessoa que não gosta de dar veredictos finais e assim...'frios'. Bom, mas fui dormir sobre essa expressão, como quem escreve dormir sobre o assunto, e de manhã, deparei-me que sim: 2010 não foi um ano bom, foi mau no verdadeiro sentido da palavra, mas não concretamente dirigido sob a minha pessoa.
Para começar foi um ano péssimo para a cultura portuguesa, muitos daqueles que construiram o que Portugal agora tem de história cultural teatro...se foram. E este foco é me particularmente querido visto que este ano eu, e muitos, perdemos um dos nossos professores que era fundamental no nosso desempenho académico.
Continuando nesta onda da cultura, podemos falar da crise que atingiu em força o nosso país e que quase fecha as portas aos teatros!
Foi um ano mau a nível político, económico e a nível social, o meu social, tremeu. E muito.

A nível pessoal posso, no entanto, falar de vitórias. Uma das minhas resoluções para este ano era conseguir perder peso e consegui (neste momento estamos a falar de quase 10kg perdidos, meus caros)! A nível académico foi mais um ano aprovado, suadíssimo e exaustivo, mas completo. A nível pessoal muitas mudanças foram enfrentadas, e creio que ainda continuam a sê-lo, mas creio que este ano amadureci imenso. Fiz muita coisa, não me arrependo (muito) das asneiras que fiz, porque certamente se voltássemos atrás fazê-la-ias novamente. Fiz 22 anos, trabalhei, tive um Verão *cheio*, ri, chorei, vi muito, muito, teatro e li as leituras  do mosteiro. E foi preciso chegar ao final do ano para ir mais vezes ao cinema e para me aperceber que, finalmente, uma das minhas particularidades admirada em 2008 e que se prolongou... Lentamente se começou a desvanecer e só este mês me apercebi de que já não lhe sentia a falta. E que agora há um outro que sinto.

Visto numa t-shirt, na Lefties, depois de ter visto o Tangled:

LOVE IS

A SPECIAL WORD FOR YOU AND ME
A SPECIAL BOND ONE CANNOT SEE
IT WRAPS US UP IN ITS COCOON
AND HOLDS US FIERCELY IN ITS WOMB.
ITS FINGERS SPREAD LIKE FINE SPUN GOLD
GENTLY NESTLING US TO THE FOLD
LIKE SILKEN THREAD IT HOLDS US FAST
BONDS LIKE THIS ARE MEANT TO LAST.
AND THOUGHT AT TIMES A THREAD MAY BREAK
A NEW ONE FORMS IN ITS WAKE
TO BIND US CLOSER AND KEEP US STRONG
IN A SPECIAL WORLD
WHERE WE BELONG.


já foste.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

We All Need a Little Christmas!




Lembro-me perfeitamente do que sentia ano passado por esta altura, o presente que pedi o Pai Natal no meu íntimo e de como tudo à minha volta estava diferente. Este ano a minha vida deu uma reviravolta muito grande, e apesar do presente que pedi ao Pai Natal não ter sido bem entregue, a verdade é que ao longo do ano uma nova face da minha vida me foi mostrada. Ainda não estou muito contente com isto que se anda a passar, mas acredito piamente que vai ao sítio. E como eu desejo que vá.
Feliz Natal a toda a família da Blogosfera: aos que eu leio e aos que me lêem! Divirtam-se muito, aproveitem este friozinho para se aquecerem no calorzinho da vossa casa e com o carinho da vossa família. Aporveitem pra comer os docinhos todos por agora que em 2011 é para emagrecer!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

E agora, como é que eu vou viver com um coração aceso?(*)

A voz dele repete-se na minha mente, o cheiro dele impregnou o meu nariz e a voz dele invadiu os meus ouvidos. O meu corpo clama pelo toque dele enquanto a minha pele se eriça de saudade.
Creio na empatia, no carinho, à primeira vista. No vício indolente que temos uns dos outos. Somos animais sociais, vivemos de ar respirado, de sangue sentido, de saliva trocada. Imagino um bejio teu e a minha alma atiça-se numa chama de lume brando que sussurra lentamente o teu nome.
Invento jogos de palavras, de sons, de alma. Respiro uma calma inerte de um local inóspito em que sonho que me abraças. Proteges-me do frio, do medo, da tristeza. Passaria uma noite abraçada a ti, se pudesse. Como se fose crime ter-te apenas para mim.
Mas estou cansada sonhos, de lirismo, de prosa e poesia.
Respiro a tua arte quando outros te tentam imitar.
Quero-te. Veementemente.


(*) A Paixão de Constança H., Maria Teresa Horta


 

domingo, 19 de dezembro de 2010

[!]

DOU-TE A VANTAGEM: TU COM TUDO, EU SEM NADA.
QUE ME MESMO ASSIM, DESARMADA, VOU-TE ENSINAR A PERDER!



sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

de partes em partes.

Parte 1.

A metamorfose da tua sinceridade aniquilou-me a vontade de continuar a sorrir para ti. Um sorriso é o que de mais puro de nós podemos oferecer a alguém e tu destruíste a minha vontade de o fazer. Sorvo este ar frio que congela lentamente todos os fios invisiveis que me corrompem o corpo. Pergunto se algum dia te conheci, se aquele sorriso, se aquele gesto, se aquele olhar...foram verdadeiros. Indago-me que espécie de pessoa serás ao te quereres esquecer tão depressa quanto à tua inegável irritante presença. Agora o meu coração já não se arrepia quando te vê. Estremece de nojo.


Parte 2.

Reconheceria o teu cheiro em qualquer parte do mundo. E tua voz. Essa tua perspectiva da vida tão diferente de qualquer uma que alguma vez conheci é tão só e absolutamente...única. O teu lado cavalheiresco que é compensado por um tudo ou nada de breve loucura que se manifesta por palavras e actos que não ficam esquecidos por noite fora. Embora o frio assombre este meu viver, sou acolhida por um ar quente e esbaforido que me aperta as veias e faz ferver o sangue. Febre. Demência. Calor.
Todo este ar febril me entorpece os gostos e quedo-me neste andar lento e seguro de tudo ou nada de quem tudo quer, mas nada tem.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Carta ao Pai Natal, I

Querido Pai Natal,

Pois, cá estamos nós novamente, hein? Ao contrário do que já vi em muitos outros blogs, não te vou deixar aqui uma lista extensiva de presentes que gostaria de receber, porque se o Natal já é de amanhã a oito....De amanhã a oito ainda estarias a ler a minha carta.
Vá, não sou assim tão materialista!
O que eu qeria mesmo, Pai Natal, era paciência. Doses industriais de paciência, por favor, e algumas de sapiência. Honestamente, eu já não me aguento.
Eu continuo a perguntar-me porque é que comigo nunca nada é fácil, porque é que os problemas vêm sempre aos pares, porque é que eu sou sempre dada ao drama e não consigo raciocinar direito.
Nestas alturas esqueço-me sempre de pensar em mim primeiro, porque tudo o que os outros sentem, ou fazem, vem sempre em primeiro lugar. Antes de mim.
Estou seriamente a pensar que essa será uma das minhas resoluções para o ano novo, mas agora em que escrevo isto, tenho quase a certeza de que essa foi uma das minhas resoluções ano passado.
Sinceramente sinto-me presa num turbilhão de um ciclo vicioso.

Por isso, querido Pai Natal, o que eu mais queria como presente este ano era uma vida normal.

A Caixinha de Música

"Catarina não gostava da cara que tinha. Achava-se feia, com o seu nariz arrebitado, boca grande e olhos muito pequeninos.
Na escola,  as crianças não queiram brincar com ela. Preferiam outras companhias. Corriam pelo pátio, muito alegres, fazendo jogos em que Catarina nunca conseguia entrar.
Quando a campainha tocava, no fim das aulas, pegava na pasta de cabedal castanha, punha-a às costas e ia sem pressa para casa, colada às paredes, com medo das sombras, dos gracejos dos rapazes mais crescidos. Com medo de tudo o que pudesse tornar ainda mais triste a sua vida.
"Tens mesmo cara de bolacha." - dissera-lhe, dias antes, uma rapariga da sua turma.
Ficou muito magoada com aquelas palavras que lhe acertaram em cheio, como uma pedrada, em pleno coração.
E lá andava com os seus olhos pequeninos e tristes, com os pés para o lado, a ver se descobria alguém que conseguisse gostar dela, nem que fosse só um bocadinho."

(continua...)



José Jorge Letria, Histórias quase Fantásticas