segunda-feira, 26 de abril de 2010

Coelho(s)

Eu não gosto de sextas-feiras. São o fim da semana, a mim não me prometem um dia descanso a seguir, mas significam o fim de mais uma semana da minha vida.
O fim. E já que falamos em finais, deixem-me contar-vos uma história:

Há uns quatro anos atrás o destino uniu num lugar de azul-escuro algumas pessoas que se iniciavam numa nova vida. E mostrou-lhes um mestre.
E o tempo foi passando e o carinho crescendo. T-shirts rasgadas, lágrimas, capas traçadas, vidas académicas, um ano seguinte de suor, dor e lágrimas. O amor ao vestir de preto a crescer cada vez mais, com uma intensidade que se acentuava pelas pessoas que continuavam a nosso lado. Que nunca nos viraram as costas. Pessoas que nos salvaram. Pessoas por quem nutrimos um amor maior cuja definição não vem no dicionário. E tudo isto num lugar onde nunca nos sentimos sozinhos.



Ao longo destes quatro anos tu conquistaste-nos. E nós, provavelmente, não fomos capazes de pagar na mesma moeda. Mas foi o carinho por ti que nos uniu a todos de uma forma transcendental nos últimos dias. Se tu és o nosso PAI, eles são todos meus irmãos.
E aquele dia, aquela sexta-feira, ganhou um sabor muito diferente. Porque o Ad Aeternum respirou-se e transformou-se num laço que nos uniu a todos e todos eternizamos aquele momento nas nossas mentes. E quando falo em todos, englobo também o N. e o B. que são muito especiais, cada um à sua maneira.




Tu construíste-nos uma casa. Deste-nos um lar. Um lugar cheio de memórias.
Esta história não tem um final feliz, mas sim um final em aberto. Porque te gritamos de pulmões abertos um ATÉ BREVE eterno.



2006/2007

sexta-feira, 23 de abril de 2010

# é da paixão que nasce o pior mal dos homens (*)


Depois andamos nós, por aqui, contar os dias que passam devagar para alimentarmos uma espécie de coisa engraçada e diferente do costume. Apenas e só porque nunca sabemos onde vamos calhar com o mar desconhecido. Porque há mais marinheiros que marés.





(*) Sophia de Mello Breyner

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Alguém Olhará por Mim

Ora aqui está a peça que ainda me tolda o pensamento e a causa pela qual nem tenho escrito aqui.


Sábado à noite, no Mosteiro de S. Bento da Vitória, mais propriamente no Claustro (lugar mágico e místico, esse!), vi uma das melhores peças da minha vida. Nessa semana uma professora nossa tinha dito que sabia que um espectáculo a tinha tocado quando não conseguia parar de pensar nele, e eu ainda não consegui esquecer este.
O texto de Frank McGuiness, tradução do fabuloso Paulo Eduardo de Carvalho e com encenação de Carlos Pimenta, mostra-nos três homens de nacionalidades diferentes presos em cativeiro por rebeldes. Um texto dos nossos dias, portanto. E que nos leva a indagar muito sobre a nossa vida, sobre o que faríamos se fossemos nós ali.
E é a loucura que se instala pelas palavras, e a tentativa de escapar através da imaginação para não deixar morrer o espírito. É a música perfeita. É o cenário perfeito.
É rectângulo de giz que nos corta os movimentos. É a nossa identidade posta em causa. A nossa sanidade. A nossa história.

É uma intimidade que se estabelece entre nós e os actores (um trabalho fantástico por parte dos três) e durante duas horas estamos com eles naquele cárcere. Com o coração apertado.

Ainda agora a peça me toca no âmago. E chorei como nunca quando cheguei a casa.


Até dia 24 no Mosteiro.
Ide, ide!

Leitura Encenada da Antígona de António Pedro/ Jeremias Fisher

Vamos lá a ver se consigo, finalmente, escrever sobre a maratona teatral que foi a minha vida na semana passada.
No ínicio da semana fui assistir à Leitura Encenada da Antígona de António Pedro no TNSJ encenada pelo Nuno M. Cardoso e que contava com a interpretaçãode alunos do 3º ano do BalletTeatro.
E deixem-me que vos diga que Portugal carece, cada vez mais, de ensino a novos actores. O nosso país não tem um boa formação de futuros actores.
Nada mais consigo dizer sobre o espectáculo. Para mim resumir-se-ia à prestação daqueles miúdos que no final do ano lectivo serão actores e não aos Actores que contracenaram com eles. A esses não aponto falhas (aliás consigo dizer que o Freixinho me surpreende de cada vez que vou ao S.João), quanto aos mais novos, eu que sou ainda um pouco leiga por aqui, consegui não gostar do que fizeram ao texto do António Pedro.


Por outro lado, na Sexta pela tarde fui ao TeCa assistir à Ópera Infantil Jeremias Fisher. Nunca tinha visto uma ópera de qualquer tipo, logo uma infantil seria a melhor forma de começar... Gostei muito do trabalho dos miúdos, dos actores, exceptuando as vezes em que me esforçava o dobro por tentar perceber o que a actriz cantava/dizia... Contudo o conteúdo, a mensagem da peça, não foi bem aceite por mim. Após o final do espectáculo eu pensava que tudo aquilo era um eufemismo para ajudar a ultrapassar o luto da morte de um filho. Mas não, aquilo era uma metáfora sobre o crescimento dos filhos e o sair debaixo das asas dos pais e voar por essa vida fora. Estranhamente não creio que miúdos de seis anos para cima consigam ter o bom-senso de entender a mensagem.
Mas foi um espectáculo bonito, fofo como diz o T., e eu até gostei de ir ao teatro antes da minha aula das 17.30. Se todos os dias fossem assim, talvez eu andasse mais contente que o costume.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Adoro Regressos!




Já tinha saudades das músicas do Glee e da boa sensação que me traziam sempre que as ouvia.
E agora, com novos episódios, esperam-se momentos muito bons.
Fin[n]almente!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Dia Mundial do Beijo

Tenho para mim que todas as expressões que fazemos com o corpo são sempre dotadas de uma alta intensidade. Sejam elas um abraço, um olhar, um dar a mão, um mimar passando a nossa mão no rosto de alguém, um abraço, um encostar de cabeça, um beijo.

Hoje, para quem não sabe, é o dia mundial do beijo. O fenomenal é que o digam à boca cheia numa época como esta, em que se f*de uma pessoa pelas costas enquanto o diabo esfrega um olho.
Por outro lado é sempre bom lembrar-mo-nos destas coisas porque um beijo é um gesto simples que pode fazer a diferença na vida de uma pessoa. E há tanta variedade!
Há o beijo repenicado; aquele que é dado na bochecha mas não não tem som; o beijinho bem no centro da bochecha; o beijo na testa; o beijo na mão; o beijo dos esquimós; o beijo na boca que acelera o nosso coração; o gesto de atirar um beijo...
E todos estes momentos têm a sua dose de intensidade.

Já disse aqui que não gosto de dias mundiais disto e daquilo, também não concordo com a existência de um dia mundial do beijo onde se fazem competições entre 'deixa cá ver quem é o casal que tem o beijo mais demorado e o que demorar mais ganha uma viagem', mas devia celebrar-se sim a existência de amigos, de pessoas na nossa vida a quem podemos declarar o nosso amor através de um gesto simples. Mais que nos outros dias, hoje o beijo tem um significado diferente.

domingo, 11 de abril de 2010

Hidroginástica

Nunca pensei que estar dentro de uma piscina com mais de uma dezena de pessoas idosas fosse ser tão animado.
Convencida por uma amiga, a minha tia fez-me alinhar em aulas de hidroginástica a ver se faço mais desporto para a ajudar à perda de peso. E como sempre quis experimentar fui de bom agrado!
Claro que agora estou com o braço direito e mais alguns músculos empanados, mas estou ansiosa pela próxima aula!



Agora vou voltar ali para o homem que me espera de braços abertos...Hercule Poirot.
x)

sábado, 10 de abril de 2010

Antígona



Depois de ter trabalhado o texto de Sófocles no semestre passado, confessei-me ansiosa para ver a peça em cena no Teatro Nacional de S.João, ainda para mais sob a mão do Nuno Carinhas.
Mas que peça, meus senhores, QUE PEÇA!
O cenário deixa qualquer boquiaberto, com a excepção de uma coluna pra qual, durante todo o espectáculo, não descobri utilidade. Mas aquela escarpa... Que diferença faz à pose dos actores. A meu ver não só torna a interpretação mais pujante, mas ajuda na construção de um espectáculo magnificente.
Da interpretação dos actores prefiro destacar, desta vez, a grandiosa Emília Silvestre, a Maria do Céu Ribeiro e, mais uma vez, o Paulo Freixinho. Continuo a dizer que tenho tido o privilégio de ver este actor 'evoluir' e perceber que também apostam cada vez mais nele. Ele faz tudo, não exagera, ele vai pra lá dos limites da interpretação. Adoro-o.
A forma como Nuno Carinhas encena o Coro também me surpreendeu, adoro o efeito da voz conjunta, da presença imponente que aquele grupo de pessoas representa, mas onde apenas consigo destacar a Emília Silvestre porque foi ela através de um olhar penetrante, de uma voz extraordinária, de um jogo de corpo e rosto fantástico que fez surtir uma espécie de burburinho na minha pele e que julgo ter visto ser espalhado pela audiência.
Custa-me, no entanto, fazer estas divisões porque estou a lembrar-me do quanto gostei de ver o António Durães e o Jorge Mota, mas outros actores tiveram uma prestação mais contida, apesar da divisão de papéis estar muito bem conseguida. Quero é destacar uma espécie de desilusão: Alexandra Gabriel. Depois de a ter visto como Morte no Breve Sumário da História de Deus, só consigo balbuciar meras palavras para a sua Ismena. Não conseguiu muito bem, mesmo estando no Coro a actriz parece perder a luz que tinha aquando o outro espectáculo.
A nível do jogo de som e luzes, não gostei propriamente da forma como coordenaram a luz no espectáculo e do som penso que só deveria ser usado em certos momentos fulcrais, havendo momentos no espectáculo em que o som faz toda a diferença.
Outro ponto de enorme relevância são os figurinos que são tão perfeitos e que mostram, perfeitamente, a tentativa de modernização da peça mantendo a sua dimensão histórica de passado. 
Gostei especialmente de terem modernizado um pouco o texto, mas creio que perde um pouco da sua dimensão política. E acho que cada Ode do Coro devia ter mais importância no espectáculo, sendo o Coro uma personagem fundamental na tragédia.

No final da noite saí de sorriso nos lábios, consegue-se contar pelos dedos as vezes que saio assim satisfeita depois de uma peça de teatro.
Muito, muito bom.
Parabéns a todos!

E recomendo-a a todos vocês!

terça-feira, 6 de abril de 2010

da capacidade de amar.

Tenho me apercebido ao longo dos dias que já não sei o que é amar. Aliás, não é bem amar, é mais sentir.
Sentir borboletas na barriga. Sentir que estou nas nuvens porque ele me sorriu. Olhar para o telemóvel e sorrir porque tenho uma sms dele.
No outro dia pedi ajuda ao T. para uma legenda de uma foto e foi quando li a sugestão que reparei que já não escrevo direccionado a alguém. Há muito tempo. Tenho textos por aqui em que só de ler as primeiras linhas sei perfeitamente de que se trata.
Talvez seja por isso que cada vez que escrevo alguma coisa/tento iniciar alguma estória acabo por a apagar. Porque não há sentimento nenhum. Porque tudo me parece pretensioso e surreal.

I'll watch the night turn light blue/
But it's not the same without you/
Because it takes two to whisper quietly/
The silence isn't so bad/
'Till I look at my hands and feel sad/
'Cause the spaces between my fingers/
Are right where your's fit perfectly. (*)


Tenho saudades de sentir. E tenho medo que me tenha esquecido do que é gostar de alguém.  





(*) Vanilla Twilght, Owl City

segunda-feira, 5 de abril de 2010

"a língua inglesa fica sempre bem"

Já lá cantavam os Clã e é bem verdade.
Recorro muitas vezes ao Inglês e a expressões inglesas para completar o racícionio, porque são mais simples e dizem numa só palavra o que em português demora uma frase.
Não quero com isto diminuir a língua de Camões, aliás se há língua que eu mais gosto é da nossa: há expressões portuguesas que traduzidas perdem a magia toda, assim como a poesia portuguesa é bem mais romântica e bela do que as outras.
Isto tudo para dizer que prefiro os palavrões ingleses do que os portugueses.
Um 'Fuck!' diz mais que um 'Foda-se!', assim como um 'Fuck You! fica muito melhor que um 'Vai-te foder!', que perde a piada toda.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Gostava muito de saber...

... porque é que nesta minha vida descubro entidades alfabetacionais que não estão ao meu alcance (well, estar estão, mas não como que gostaria que estivessem) e depois descubro pessoas que são a cara chapada delas, tal como o rapaz que mora dois prédios atrás do meu e que vejo now and then no autocarro e na rua. O problema aqui é que eu já não via/vejo essas pessoas há imenso tempo e na quarta-feira, longe desta minha localidade, vejo um e sonho com outro.

Quarta foi um dia muito intenso. De manhã arranja-se fôlego para continuar, à tarde emocionamo-nos e rimo-nos muito e há noite janta-se e toma-se café em bom ambiente. Muito bom ambiente, diga-se de passagem.
Depois passei a noite em claro, a dançar como nunca dancei,a rir como já não me lembrava rir e mandar sms's com partidas de 1 de Abril.
Não há nada melhor que chegar a casa de manhã e ver a minha mãe e o meu irmão a sair para ir à piscina e dizer que ia com eles. Ao que devo acrescentar que o professor de natação do meu irmão é muito parecido com o James Franco, que eu fiz questão de reparar.

[Eu bem digo que onde moro só existem sósias, eu bem digo.]


E hoje foi dia de limpezas da Páscoa e estou em mood to be continued porque já estou farta do pó e de andar a arrastar móveis.
Para semana já tenho aulas de novo. Gostava muito de saber porque é que os estudantes universitários não podem ter duas semanas de férias como os  restantes estudantes. Não estudamos como eles?
Humpft!

segunda-feira, 29 de março de 2010

FêCêPê!

Fomos todos educados desde crianças a não fazer batota, a não sermos nem invejosos nem egoístas, que isso era uma coisa feia. É triste ver que no mundo dos adultos nada disso se passa.
Ninguém me tira da cabeça que esta jogada toda do castigo do Hulk foi uma jogada do Benfica para poder parar o Porto.
Tendo em conta o último jogo no qual o Hulk fez um brilharete, percebemos a falta que fez à equipa. Claro que o Hulk não é toda a equipa, mas a sua falta afectou a estabilidade dos jogadores. É a vê-lo de volta ao relvado que vemos a diferença de ânimo no FCP.
Claro que vendo o início da época da equipa do Norte, alguém lá de baixo tinha de arranjar uma forma de puder travar o sucesso nortenho, e foi através de uma suposta confusão no túnel que deu origem a todo a este problema. Enquanto o Hulk esteve parado, foi ver um Benfica de peito cheio, um Jorge Jesus que até metia nojo só ouvir falar.
E quem fala no Porto, fala no Braga também! Depois da Liga ter tentado parar o Mossoró, qual a foi a solução arranjada pelo slb para não se repetir a borrada do jogo com o Braga da jornada passada? Lesionar o Mossoró. Assim, levam 6 pontos de avanço e uns foguetes de festejo de campeonato já quase a rebentar.

A inveja é uma coisa muito feia senhores! E a batota ainda mais. Falam em corrupção no Norte e que são sempre os coitadinhos, mas vai-se a ver e comprova-se a verdade: a de que os sonsos são os piores.
Quem ri por último, ri melhor. E eu espero que seja o Hulk que o faça com aquele sorrisão que ele tinha ontem no aquecimento.

domingo, 28 de março de 2010

Deus da Matança

Depois de uma aula em que se discutiu a versatilidade dos actores de televisão fui assistir a esta peça com algumas questões na minha cabeça que queria confirmar. Também nunca tinha visto um texto francês em palco e o facto de a própria autora dizer que escreve um "teatro dos nervos" fazia-me ficar cada vez curiosa com a reacção que a peça suscitaria em mim.

A peça é genial e é toda a química entre os actores que permite que se desenrole um óptimo espectáculo.
É uma peça sobre a lei do mais forte, de como através de um pequeno conflito entre dois miúdos vemos a verdadeira vida de dois casais. Temos à nossa frente dois casais em que para ambos a aparência é tudo, mas ao longo da peça a máscara vai caindo e vemos como são na verdade. Maridos e Esposas insatisfeitos com os seus parceiros que não os acompanham na ambição.
Os jogos proxémicos da encenação são facilmente captados pelo espectador mais atento, mas reforçam o texto e a acção, fazendo com que tudo encaixe perfeitamente. Vemos sempre algo em causa, pessoas em conflito que sofrem do mesmo mal. Depois de grandes discussões ou momentos de vómito (este momento é absolutamente genial!) há sempre um espaço de tempo que deixa o público respirar e ansiar pelo próximo. É uma peça de energia.
Uma comédia como nunca antes vi! E o Paulo Pires, a Sofia de Portugal, a Joana Seixas e o Sérgio Praia comprovaram que alguns actores de televisão sabem fazer teatro. E muito bem.
Adorei.


sábado, 27 de março de 2010

Dia Mundial do Teatro

Se há coisa que abomino são os dias mundiais para isto ou pra aquilo, cada vez mais há uma onda de dias especiais para qualquer coisa, mas no fundo, as pessoas esquecem-se de honrar aquilo que se devia festejar no dia. É o que acontece todos os anos no 25 de Abril, no 5 de Outubro ou no dia 1 de Dezembro em que a tv sai toda contente à rua para vangloriar a burrice de alguns portugueses. O mesmo acontece com o Dia da Mulher que deixei passar ao lado do blog apenas porque não me apetecia bradar aos céus que este dia nem devia existir. «Ai, mas tem de existir porque as mulheres sofreram muito no passado e ainda sofrem coitadas.»
 Eu sou mulher e sei perfeitamente que temos de lutar por um lugar neste mundo, porque sempre foi assim, fomos feitas a partir de uma mísera costela! E no fim o suor por uma luta com frutos é muito melhor do que subir no cargo apenas porque se diz no jornal que maior partes dos altos cargos neste país pertence aos homens. E, já agora, como é que as mulheres festejam este dia? Ah sim, vão às discotecas.

O Dia Mundial do Teatro tem o mesmo fim que os outros. O teatro é a arte mais efémera que existe e, por isso mesmo, a mais enriquecedora para a nossa cultura pessoal. Mas neste país é a primeira arte a ficar de lado apenas porque não existem fundos para o financiamento. Depois há pessoas mesquinhas que privatizam espaços advogando que trouxeram vida à baixa da cidade, mas que criam espectáculos para a classe média-alta!
O teatro devia estar acessível a todas as pessoas. O teatro é melhor que cinema em 3D (como mostra o anúncio do TDMII). São pessoas como nós que se transformam na nossa frente, e é essa magia da transfiguração que torna capaz a nossa entrada num outro mundo por apenas algumas horas. Nem tem de ser um mundo, basta vermos ali em palco, um espectáculo. Algo de novo. Refrescante.
Embora as escolas de artes estejam na moda, não é isso que traz o teatro como Arte à ribalta. O que se torna mais triste, porque neste dia, de forma a tentar chamar mais pessoas ao teatro as entradas são gratuítas nos espectáculos. E as pessoas vão, mas provavelmente não voltam às salas.

O teatro não precisa apenas de investimento governamental, mas também de investimento pessoal de cada cidadão.
Temos de reforçar a Mística do Teatro!

quinta-feira, 25 de março de 2010

AVISO

Se tu que me estás a ler neste momento andas na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e tens em casa um livro do Umberto Eco - Seis Passeios no Bosque da Ficção - requisitado da Biblioteca e já em atraso... ENTREGA-O por favor.
Há quem precise de o ler e a tua multa já vai para cima de 3 euros.

Muito obrigada,

Cá beijinho*

segunda-feira, 22 de março de 2010

da Primavera.

Na Primavera o amor anda no ar.

Na Primavera os bichos andam no ar.

Na Primavera o pólen anda no ar

E eu não consigo parar de espilrar.

Já lá cantavam os Fúria do Açúcar. Quanto ao primeiro verso, eu não tenho bem a certeza, mas são os restantes que me fazem odiar um bocadinho a Primavera. Graças ao pólen, ou lá o raio que anda pelo ar do Porto nesta época, ando sempre a coçar os olhos, a fungar do nariz e ando sempre com a sensação de que tenho a garganta inchada.
Odeio. --'

domingo, 21 de março de 2010

Dar música aos meus Domingos.

Eu nunca faço nada aos fins-de-semana, pelo menos durante o dia. E hoje, Domingo, não foi excepção. Passei a tarde a conduzir, levei o meu primo ao parque e apanhei solzinho na carinha, o que é muito bom.
Agora toca a ler e a esmifrar os neurónios a ver se saem boas ideias.
E para me acompanhar mostro-vos a minha nova paixão musical:




Owl City, Fireflies

Facebook.

Criei o meu facebook há dois/três anos atrás para continuar a manter contacto com o the flying dutch boy, perdão, o M., um estudante de Erasmus que conheci e que marcou o meu primeiro semestre do meu segundo ano na faculdade.
Passado este tempo só tenho a agradecer à grande comunidade portuguesa que se juntou ao facebook e que com isso forçou as transformações que ocorreram no site. O pior disto tudo é que agora vejo por lá pessoas que pensava que nunca mais ia ver na minha vida.
E isso chateia-me. Pronto.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Dia do Pai

Rumor has it que tenho o olhar igual ao do meu pai.  Quanto a isso não sei, mas sei que igual a ele tenho o meu temperamento. Maior parte das vezes em que falamos acabamos sempre a discutir porque cada um tem a sua ideia e quer vencer. Teimamos sobre filmes, música, livros e, ainda pior, futebol.
Por isso hoje dei-lhe uma caneca nova para ele beber o cházinho dele e parar de o fazer na minha chávena antiga que dizia 'Postiga'.
Adoro o meu Pai. :)

Inacreditável.

Fantástico como ainda nos dias de hoje a hipocrisia impera entre os demais. Como o ódio ou o amor oscilam e[m]ntre nós, em que nada é, de facto, o que parece.

quarta-feira, 17 de março de 2010

É impressão minha ou andamos todos semi-deprimidos?

Eu, pelo menos, parece que sim.
De manhã só quero dormir e ficar na cama o dia todo. Custa pôr os pés fora da cama, vestir-me e ter que meter na cabeça que vem mais um dia para enfrentar. Da mesma maneira que não me apetece ir para as aulas, pensar em coisas futuras, e ter de andar a correr para ali e para acolá à procura de livros, a tirar fotocópias e atafulhar tudo na minha carteira que, ao longo do dia, mais se parece com uma sacola.
E parece que só vivo disto: casa-faculdade-casa. O que é a mais pura das verdades porque não há nenhuma distracção.
Pronto, tenho os meus amigos mas, por causa do trabalho, perdão, do trabalho em excesso que temos... Ou falamos sempre da mesma coisa ou então só temos duas horas, por semana, para estar juntos.
E depois há o teatro que este semestre é obrigatório. Não é que me importe, claro que não, mas obriga a outra postura.
E também há a minha família, a casa da minha avó, onde me sinto sempre bem, mas não por completo.
E não há rapazes que me façam sentir borboletas no estômago e uma rapariga precisa dessas coisas para ir andando saudável.

A minha vida mais parece um ciclo vicioso de coisa nenhuma. Estou sempre aborrecida, não há nada que me torne mais dedicada e sinto-me presa. Stuck. Encalhada.
Noite sim, noite não a minha almofada conta lágrimas. O que por si só é triste e eu gostava muito de voltar a dar pulos pela cidade do Porto estando feliz por coisa nenhuma.


segunda-feira, 15 de março de 2010

É o fdp do vedetismo.

Juro que não entendo as pessoas que não aim higher. Ficam-se ali pelo lei do menor esforço a fazer o que sabem fazer melhor: falar sobre a vida dos outros. Sobre aquilo que não sabem.
Pois é amigos, será que vos devia pedir desculpa por agora não estou para aí virada?
Eu tento, a sério que tento, mas tanto olhar de lado, tanto mini falatório, tanto crime hipócrita estampado na vossa cara faz-me pôr o pé para atrás.
Eu tento, a sério, mas quando que não estou bem eu simplesmente não quero estar. Mas custa-me engolir esta bola de pêlo enorme e intragável que se formou por vos ver aí feitos reis e rainhas como se esse reino alguma vez tivesse sido vosso.
Não é um voltar as costas, mas é um assumir que nunca voltarei em grande. Eu sei que não consigo fazer isso porque tenho respeito pelos valores mais altos que entretante se levantaram. E eu não estou aqui só para ver como isto é.
E tenho pena, muita pena mesmo, que vocês andem aí inchados. Qualquer dia rebentam.

de pessoas que este blog deixou de referir.

Hoje dei-me conta que não quero, mesmo, cair na realidade. E que ele não é um rapaz.
Agora é homem. E pai. E ganha-pão.

Mesmo assim eu gosto de 'olás' e 'xaus' e sorrisos e piadas.
E como não sei quem agora lê este blog, vamos ficar por aqui.

Facas nas Galinhas / Blackbird

No espaço de três semanas assisti a duas peças de David Harrower aqui no Porto, mas se já conhecia o Facas nas Galinhas, Blackbird foi para mim uma surpresa.
Se no Facas estamos perante um cenário mais rural e em que outros temas são abordados (o analfabetismo, a posição da mulher na sociedade, por exemplo), Blackbird transportar-nos para uma situação mais contemporânea, em que o tema da pedofilia é, atrevo-me a escrever, o "pão nosso de cada dia".
Seria de esperar que talvez a encenação da peça fosse ser um pouco pesada, obscura, algo que levasse o espectador a ter de enfrentar o tema sem poder sair da sala, mas não. E um tic-tac contínuo não faz este efeito, irrita uma pessoa.
Não digo que a peça me tenha desiludido, prefiro dizer que o tratamento das personagens o fez. O cenário estava muito bem enquadrado relativamente ao texto, isto é, correspondia efectivamente ao que tinha imaginado. 
Por falar em imaginação...As personagens: se por um lado tinha imaginado uma Una abatida e perturbada, apareceu uma Una infantil com uma linguagem corporal muito dada ao gozo. Percebe-se perfeitamente a ideia que o encenador pretende dar à personagem, aliás, até me surpreendeu porque quando li pela primeira vez, nem dei essa face à personagem. Claro que o abuso que sofreu a modifica, mas tendemos sempre a pensar num cenário mais negro, e não tanto na ideia de que Una ficou tão afectada, que enfrentava aquele duelo como se fosse um jogo. Quanto a Ray confesso que também o imaginei com um porte mais altivo ou, pelo menos, menos afectado do que me pareceu.
Overall a peça não peca por estas mínimas observações, mas ficou, contudo, aquém das expectativas que tinha criado. Pensei que me fosse afectar mais, até porque o texto teve esse mesmo efeito.



quinta-feira, 11 de março de 2010

"tu és um mundo com mundos por dentro!" (*)




A primeira música do Pedro Abrunhosa que eu gosto.
Vamos Fazer o Que Ainda Não Foi Feito!


(*) da música.

quarta-feira, 10 de março de 2010

A Beleza está na Simplicidade das Coisas, parte II


Hoje fui ver o Alice in the Wonderland com uma das minhas companhias preferidas. :)
Podia desatar a escrever que adorei o filme, que alguns detalhes foram simplesmente deliciosos, não obstante e uma vez que não vi o filme em 3D adorei a mensagem de força, do crédito em nós, que o filme passa. Porque mesmo os nossos sonhos mais wildest podem ser realidade com apenas um beliscão.
Gostei especialmente do guarda-roupa e da Lebre de Março. E, claro, da Anne Hathaway, da Helena Bonham Carter e do Johnny Depp.

"Am I mad?
You're entirely bonkers. But I'll tell you a secret. All the best people are." ♥

domingo, 7 de março de 2010

da responsabilidade e do juízo.

Net? Ir pra net?
Naaah: ir pra caminha perto das 23:30 é que é bom.

Dormir até ao meio-dia todos os dias?
Naaah: acordar por volta das 10h é que faz bem.


Agora vamos a ver se este sentido de responsabilidade se vira aqui para os futuros trabalhos e recados a cumprir. Tão bom crescer, oh que bom!

sexta-feira, 5 de março de 2010

dos aborrecimentos e caras de frete.

Passo a citar:

" não posso com pessoas que me censuram só porque eu não penso como elas, não posso com pessoas que se fingem muito adultas, mas que, na realidade, não têm noção de nada, continuando a achar que têm o rei na barriga, não posso com pessoas que se têm em alta conta e que, na prática, são ocas que nem um balão cheio de ar que rebenta com o mínimo alfinete, não posso com pessoas que agem como se me quisessem passar um atestado de uma qualquer coisa que acham que eu sou, não posso com pessoas que não percebem nada de nada e riem muito alto para abafar o absurdo da sua parvoíce, não posso com pessoas que agem como se fossem muito intelectuais e não são, porque só sabem repetir o que outra pessoa lhes disse, sem se darem ao trabalho de pensar porque é que algo é assim e não de outra maneira, não posso comigo porque nunca sou capaz de abanar essas pessoas no momento certo e depois calo-me, não posso comigo porque dou demasiada importância ao que essas pessoas, nesses momentozinhos da retrete, dizem. "

Fim de citação.


Porque hoje as minhas palavras estão demasiado gastas.
E porque esta menina não sabe o quão me preenche, o quão me revejo nela e as palavras que me tira da boca.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Olhos que não vêem, Coração que não sente.

Há um ano atrás andava imparável e toda contente no grupo de teatro da faculdade. Quando ingressei no que faço agora, nunca me passou pela cabeça voltar, até porque agora tenho trabalho até ao tutano.
Até que certa pessoa de quem eu gosto muito me aliciou a voltar e eu, como boa Balança que sou, me vi toda indecisa entre voltar ou não.

E hoje fui. Fui apenas para descansar a minha consciência que talvez a melhor decisão este ano era mesmo pôr o grupo um bocado de lado e dedicar-me mais a isto.
E ninguém percebe o aperto no meu coração quando me apercebi que não dava mesmo para estar lá. Mesmo que passasse a acordar cedo todos os dias para estudar, mesmo que passasse a encher as minhas terças de horas de leitura obrigatória, mesmo que assinasse um contrato onde prometia puxar por mim, e por ele, quando o meu corpo pedisse por preguiça.
Não dá. Não me consigo dobrar em duas.

Valeu-me um viagem de carro onde cantei e dancei a Jay Ho  e Labels or Love com toda a pujança para tentar apagar esta melancolia. E foi um dos melhores momentos da minha vida.

quarta-feira, 3 de março de 2010

do egoísmo e da presunção.

Irritam-me muito as pessoas que pensam que possuem este mundo e o outro.
Pessoas que gostam de pôr labels em tudo o quanto é possível, apenas para puderem dizer que viram ou fizeram primeiro e que quem vier depois é simplesmente um macado de imitação.
Irritam-me aquelas que passam atestados de estupidez às pessoas.
Irritam-me as pessoas que criticam outrém apenas porque este não segue as suas ideias.

Eu sei que não devia dar-me ao luxo de fazer disto um assunto, mas é uma coisa que me passou o dia todo a baloiçar na cabeça.
A verdade é que ao vermos pessoas usurparem uma coisa que pensávamos só nossa, chateia, mói, porque deixamos de ser os únicos neste mundo a gostar de  algo em determinado. Mas mói ainda mais quando a pessoa que usurpa fica com o nosso spotlight. É um inveja com dois bicos.

Mas há pior.