terça-feira, 10 de junho de 2008

Devaneio Perigoso


ODEIO sentir-me assim, com as lágrimas a galoparem pela minha face sem direcção, enquanto o meu CORAÇÃO é ESTRANGULADO pela mágoa.

Quase que NÃO CONSIGO RESPIRAR, não sinto qualquer conforto e sinto-me como se fosse INVISÍVEL e um ESTRANHO SER.

Não reconheço o tempo e vejo-o passar.

Limito-me a ficar fechada num quarto ESCURO, fico cercada e um amargo sabor a FEL aloja-se na minha mente.

CHORO o meu corpo. Choro a minha dor. Choro a minha MELANCOLIA.

Vivo momentos a PRETO E BRANCO porque as cores me fugiram e me deixaram no meio de nada.

Não consigo parar de chorar.

Choro horas a fio por ti e tu não sabes.

Tu que vives nessa passividade, nessa descontracção, não fazes ideia do TORMENTO em que se tornaram as minhas noites desde que te aprendi.

Vês-me de olhos inchados, sem sorriso, cara cansada e não perguntas. Também não sei o que te responderia se me perguntasses.

‘Chorei por ti.’

Como te irias sentir?

‘Esta foi das piores noites. Chorei porque me senti longe de ti. E sei que o meu futuro vai ser assim.’

Esta ideia aterra-me de medo.

O mais certo seria virares-me as costas. Não compreenderias. Ninguém me compreende.

NEM EU ME COMPREENDO.

Não entendo o meu ANDAR SOLITÁRIO. Deixei de andar de cabeça levantada.

Porque acordo SEM VONTADE DE SORRIR.

Porque me deito a chorar por noites consecutivas.

Todos os dias armazeno pequenos pedaços momentos de felicidade que passei contigo, como se a guardá-los para recordá-los quando estiveres longe.

Já pensei em escrevê-los para não me esquecer: mas perderiam a magia do encanto.
Encanto que me faz acreditar que temos momentos que mais ninguém tem.

Porém de que vale guardá-los se, provavelmente, já os esqueceste?

Fecho os olhos, sinto mais uma vez lágrimas quentes a desbravarem a minha face, e vejo-me num beco. Num local sem ponto de volta.

Subi, subi, subi ao céu, ignorei a queda.
Esta foi tão grande que tornou a dor INSUPORTÁVEL!

O meu espírito pede PAZ.

RECORDO o nosso primeiro ABRAÇO.

Deixa-me ir contigo. Deixa-me perceber. Deixa-me secar estas lágrimas.

É tudo o que te peço.





"Give me reason, but don't give me choice"
It´s always the same old mistake!

Realize - Colbie Caillat

"Take time to realize,
That your warmth is
Crashing down on in.
Take time to realize,
That I am on your side
Didn't I, Didn't I tell you.


But I can't spell it out for you,
No it's never gonna be that simple
No I cant spell it out for you

If you just realize what I just realized,
Then we'd be perfect for each other
and will never find another
Just realized what I just realized
we'd never have to wonder if
we missed out on each other now.

Take time to realize
Oh-oh I'm on your side
didn't I, didn't I tell you.
Take time to realize
This all can pass you by
Didn't I tell you

But I can't spell it out for you,
no it's never gonna be that simple
no I can't spell it out for you.

If you just realized what I just realized
then we'd be perfect for each other
then we'd never find another
Just realized what I just realized
we'd never have to wonder if
we missed out on each other now.

It's not always the same
no it's never the same
if you don't feel it too.
If you meet me half way
If you would meet me half way.
It could be the same for you.

C: If you just realize what I just realized
then we'd be perfect for each other
then we'd never find another
Just realize what I just realized
we'd never have to wonder
Just realize what I just realized

If you just realize what I just realized



Missed out on each other now
Missed out on each other now

Realize, realize
realize, realize"

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Óculos pra Chuva

Numa tentativa de largar um pouco os meus textos ‘românticos’, porque a minha alma assim o exige e mostrar a minha vocação para a comédia 'seca',decidi postar aqui o que um dia chuvoso pode provocar numa jovem!

Tudo aconteceu numa aula em que todos os alunos viam atentamente ‘As Mulherzinhas’.


NOMES TRADUZIDOS PARA 'FUCKING IRANIAN'

1. Susan Sarandon : Susana Sarandão

2. Winona Ryder : Uinóna Corredora

3. Christian Bale : Cristiano Baleia

4. John Travolta : João Três Voltas

5. Arnold Shwarzenneger : Arnaldo Chegou-das-Neves

6. Jean-Claude Van Damme : João Cláudio das Damas

7. Sylvester Stallone : Silvestre Está-nas-Lonas

8. Steven Seagal : Esteves Gaivota

9. Jared Pa(r)dalecki : Jonas dos Pardais

10. Jensen Ackles : Gesso dos Tornozelos

11. Júlia Roberts : Julina Roberta


12. John Cusack : João Coça-o-Saco

13. Michael Douglas : Miguel Duglino

14. Gerard Butler : Gerardo Mordomo

15. Hillary Swank : Hilária Jeitosa


16. Clint Eastwood : Clintão Bosque-do-Este

17. Gwyneth Palthrow : Guidinha Poltrona

18. Morgan Freeman : Morgão Homem-Livre

19. Joseph Fiennes : José Fininho

20. Richard Gere : Ricardo Guirão

21. Goldie Hawn : Douradinha Melosa

22. Mel Gibson : Mel dá ao Filho

23. Johnny Depp : Joãozinho Profundidade

24. Orlando Bloom : Orlando Desabrochar

25. Sandra Bullock : Sandra Touro Fechadura

26. Justin Timberlake : Justino Lago de Madeira

27. Keira Knightley : Keira Cavaleirinho

28. Josh Hartnett : Jorge Coração de Rede

29. Danny Glover : Daniel Luveiro

30. Ted Danson : Teodoro Danção

31. Glenn Close : Glena Perto

32. Reese Witherspoon : Ria-se com a Colher Dela


33. Ben Stiller : Benjamim Paradinho Ladroneiro



34. Mark Ruffalo : Marcos Olá Duro


35. Matt Damon : Mateus Da Mão



36. Wentworth Miller : Busca pelo Valor da Milha

37. Dominic Purcell : Domingos pela Célula

38. Janet Jackson : Janette Filho do Jack


39. Nicole Kidman : Nicola Homem Brincalhão


40 : Michael Bublé : Miguel Bolhas



E pronto!

Agora que já passou a insanidade, que venham daí os exames!



xD

domingo, 25 de maio de 2008

Cartas a um Desconhecido

25 de Setembro de 2006

Meu Amor,

Hoje quando acordei pedi um desejo. Pensei em ti. Desejei-te.

Larguei a cama lentamente, o meu sonho continua lá vibrante e quente, mas sem ti para o viver não faz sentido.
Olho uma cara ao espelho e espanto-me por já não me reconhecer. Anos passaram por mim, mas por dentro continuo aquela miúda com a mesma vontade inerte de viver e ser feliz para sempre.

Esta noite chorei. Noite passada também.
O tempo passa e eu fico como que parada nele enquanto tu te movimentas a meu lado. Tenho uma vontade desmedida de te acompanhar para poder estar só contigo: sussurrar-te lindas palavras de amor ao ouvido, beijar-te os lábios que sempre me prometeram um beijo doce, quente e terno.

Mas fico sempre para trás.

Dei por mim calada, cabeça estrategicamente pousada na mão, a pensar em ti conquanto a televisão repetia os mesmos anúncios.
Rodei a cabeça, massajei lentamente o pescoço e suspirei – sempre a mesma monotonia, sempre os mesmos dias, sempre a mesma velha vontade de viver.
Preciso de um incentivo forte que não me faça querer suicidar devido ao tédio que parece estar cosido à minha vida!
Sinto como se vestisse um ‘cliché’ todos os dias – que não me deixa ser uma ‘princesa-guerreira’, mas uma ‘dama-em-perigo’!

Odeio-te por isso.
Por me deixares embevecida ao mínimo toque. Ao mais ínfimo trocar de olhares.
No entanto, nunca consegui deixar de estar contigo, porque me começaste a fazer falta.
Aprendi a gostar de ti e isso é um dom que possuis: marcas quem te gosta.
Acabaste por te tornar no meu ‘cliché’! Deixas-me indefesa ao mesmo tempo que me salvas.

Contudo, a minha sabedoria embarga-me o pensamento quando sei que tens de partir e eu cá hei-de continuar a contar lágrimas na almofada.
Foi lá que escondi o meu sorriso só para seres tu a encontrá-lo e levá-lo contigo.
Aquele é o meu cantinho, onde lenta e calmamente me deixo sorver por uma calma imberbe que me clama pela noite fora.
É lá que pertenço a ninguém e desejo ser só tua.

Sei o que sinto, apesar de tudo, e nunca almejei chegar mais longe. Passo por esquecida, mas não esqueço.
És tu que me provocas um brilho especial no olhar e “um beijo no canto da boca quando sorrio”.
Coisa que nunca se perde.

Marcaste-me.

Para sempre.

Porque te espero e esperarei!


A tua amada,

domingo, 11 de maio de 2008

Untitled

Cansou-se de esperar.
Encolhida no sofá, deixando as lágrimas escorrerem pela face pensa que já não consegue sequer sorrir.
Enrosca-se na manta que mal a protege só para poder sentir o seu cheiro.
Ela sabe que um dia o cheiro desaparecerá, mas nem aguenta sequer esse pensamento.
De tanto chorar, os seus olhos estão inchados, os lábios gretados de tanto nervosismo e a pele seca de tanta lágrima que secou, mas que voltou a molhar.

Olha em volta da sala que a acolhe, está tão fraca que a visão é turva, enevoada e só foca quando passa pelas fotos.

Fotos rasgadas.

Mal compostas.

Riscadas.

Tudo por causa de um amor que não durou.



E chora de novo.
Ao mesmo tempo que não o quer, sente a falta dele e isso entorpece-lhe a mente e o raciocínio lógico.
O telefone toca fazendo-a estremecer e milhões de àtomos sentimentais avivam-lhe a pele.



'Estou?'


Um silêncio mudo e bruto fez-se sentir enquanto respirações se trocavam entre os bocais do telefone.



'Sinto a tua falta.'


Não conseguia falar. Encostou o telefone ao peito para o fazer ouvir quanto o seu coração batia por ele.







Morreu a amá-lo.

...:::Quero Apenas um Pouco Mais de Ti:::...

Quando me olhaste não me senti segura de receber o brilho dos teus olhos. Pensava que não era digna de o receber, assim como hoje não sinto que o mereça entender.
Aos poucos e poucos os dias passaram a ter um signficado que nunca antes tinham tido e passei a compreender o estranhamento que me assolava o coração.



A palpitação.

Os suores frios.

O nervosismo.

O sorriso parvo.

A calma.

A paz.





Ainda hoje estranho, mas cada vez mais se entranha em mim.
A cada dia que passa peço sempre um pouco mais de ti.
Fazemos parte de um todo, embora não o saibamos, mas eu só queria que um dia descobrissemos esse todo juntos...

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Descoberta de um sentimento

Se tu soubesses como o meu coração palpita de cada vez que me sorris,
O mundo não girava assim.
Se soubesses que sonho contigo todas as noites,
O sol não se deitava.
Se tu soubesses o que choro por ti,
A lua não sorria do alto do seu esplendor.

Porque me dói o coração sempre que não estou contigo.
A minha pele sente a falta do teu toque
E minh’alma do teu sorriso.

Se tu soubesses o quanto me fazes bem,
Deixarias de acreditar que o céu é azul!
Se tu soubesses o quanto anseio por tua companhia,
Perceberias esta minha melancolia...

Porque a minha consciência grita violentamente
De cada vez que penso em amar-te.
Porque o meu espírito se retrai,
Quando penso que nunca te terei para mim.

Se tu soubesses a minha saudade
Apesar de nunca te ter tido comigo...
Não haveria vento que me aliviaria a alma.
E os meus olhos nunca chorariam de felicidade.


Se tu soubesses apenas um pouco
Eu adormeceria a sorrir...

sábado, 26 de abril de 2008

Sem Título :') - Uma Música de Verdade


Primeiro Beijo


Recebi o teu bilhete/

Para ir ter ao jardim./
A tua caixa de segredos/
Queres abri-la para mim?/

E tu não vais fraquejar,/
Ninguém vai saber de nada./
Juro, não me vou gabar/
A minha boca é sagrada/

De estar mesmo atrás de ti/
Ver-te da minha carteira./
Sei de cor o teu cabelo/
Sei o shampôo a que cheira./
Já não como, já não durmo/
E eu caia se te minto./
Haverá gente informada,/
Se é AMOR isto o que sinto./

Quero o meu primeiro beijo!/
Não quero ficar impune!/
E dizer-te cara a cara:/
Muito mais é o que nos une/
Que aquilo que nos separa/

Promete lá outro encontro/
Foi tão fugaz que nem deu./
Para ver como era o fogo/
Que a tua boca prometeu!/

Pensava que a tua
língua/
Sabia a flor do Jasmim./
Sabe a chicla de mentol/
E eu gosto dela assim!/


Quero o meu primeiro beijo!/
Não quero ficar impune!/
E dizer-te cara a cara:/
Muito mais é o que nos une/
Que aquilo que nos separa/

Quero o meu primeiro beijo!/
Não quero ficar impune!/
E dizer-te cara a cara:/
Muito mais é o que nos une/
Que aquilo que nos separa!


Rui Veloso

quarta-feira, 16 de abril de 2008

A Espera

Espero por ti nas horas mais altas da noite,
Fecho os olhos e ouço o som da tua voz bem perto do meu ouvido.
Sinto o teu toque na minha pele fria
E só desejo que me abraces.

Deixo-me ficar quieta no centro da cama
Enquanto espero em vão a tua companhia.
Sonhos assaltam-me a mente, a alma
E de repente uma súbita nostalgia

Enche-me o espírito e transpiro
Este ar que respiro
Não estás aqui do meu lado, onde deverias estar
Sinto-te, desejo-te e vejo-te em todo o lugar.

Não consegui adormecer.
Esperei o dia amanhecer para continuar assim.


À tua espera.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Searching for a Metaphor

Joanna was a little girl who had a dream: be able to dream!
She suffered from a disease that forbid her do dream when she was sleeping.
She was a sad little girl because, deep down, she wasn't as the other little girls and boys were. She always had good nights of sleep, but every night, before going to bed, she desired that Someone from up above could give her the gift to have a small dream or even a nightmare.
She was tired of having nothing to comment on with her friends at school and, one day, she wrote a letter in order to expell her sadness.
In that letter she wrote:

"It's so hard no to be able to dream at night! Everyday, from the bottom of my heart I wish to have a dream about butterflies, birds or even dragons!
I feel stucked in my own mind!
"Oh! How I wished to be a butterfly, so I would be able to fly all over the world and would meet a bunch of new things. It would be just like a dream: every new day I flew would be like a new dream. A new happiness."

terça-feira, 8 de abril de 2008

First and Third Person Narratives Recounts

First Person:

I woke up on the sofa again at 9 o'clock, I felt asleep watching television one more time.
I got up and when I was going to the kitchen to prepare some breakfast I suddenly realised in what a mess my living-room was.
Instantly I realised that not only was my living-room destroyed, but also my room, kitchen and dinning-room.
I couldn't understand why I haven't woken up during the assault. During the time that someone was taking without permission my personal computer, my television, radio, money and jewellery.
I was so astonished by what had happened.
Why me?
I then decided to call the police and start cleaning my house.
Hoping that future would bring some good news...


Third Person:

The Police arrived around 9:30 to Miss Rogers house.
According to what she said, when she called them, her house has been robbed during the night and the thieves had taken great part of her belongings.
The Police started acting as great proffessionals and start trying to collect anything that would help finding the criminals.
In the dinning room the police had found a shoe print that didn't correspond to any of the victim's shoes, furthermore, they recollected fingerprints in the front door that had been broken.
Later that night, Miss Rogers was called to the Police Station, not to identify someone, but to receive some of her things that have been robbed and that the police had found.
However, and despite the fact that the police already found out who the thieves were, they couldn't arrest them, because they managed to escape later that night.

sábado, 5 de abril de 2008

Am I a beautiful disaster?

Am I a beautiful disaster?

Sinto-me forte.
Com uma força tal que sei que sou capaz de mudar uma vida só para encontrar um final feliz.

Quando pensava que a inspiração me tinha fugido, ela encontrou-me através de uma música.
Esta música.





Jon Mclaughin_ Beautiful Disaster


Enjoy!





I need someone to take me home! :)*

terça-feira, 25 de março de 2008

Despercebida

Há dias em que acordamos com aquele estranho sentimento de sonho mal sonhado, em que não nos sentimos bem na nossa pele e a temos a maior vontade de nos enfiarmos de novo debaixo dos lençóis.
Hoje foi um desses dias.

Dia em que via as mesmas caras para onde quer que olhasse.
Senti-me sozinha no mundo.
Eu e as minhas lágrimas.

Por isso e, como fui atacada pela pouca inspiração, deixo aqui uma música que hoje me tocou lá nas profundezas das minhas emoções.




" You don't know me "

"You give your hand to me
Then you say hello
I can hardly speak
My heart is beating so
And anyone can tell
You think you know me well
But you don't know me

No, you don't know the one
Who dreams of you at night
And longs to kiss your lips
And longs to hold you tight
Oh I'm just a friend
That's all I've ever been
'Cause you don't know me

I never knew
The art of making love
Though my heart aches
With love for you
Afraid and shy
I've let my chance to go by
The chance that you might
Love me, too

You give your hand to me
And then you say good-bye
I watch you walk away
Beside the lucky guy
You'll never never know
The one who loves you so
Well, you don't know me

You give your hand to me, baby
Then you say good-bye
I watch you walk away
Beside the lucky guy
No, no, you'll never ever know
The one who loves you so
Well, you don't know me "



A verdade é esta.
Poucos me conhecem lá no fundo da verdade, mas por outro lado, existem pessoas que podem dizer que me conhecem tão bem que só por escrever um breve "olá" sabem que não estou nos meus dias.


A essas pessoas (a ti em especial, minha querida, "irmã", "mãe", "madrinha" e "amiga") quero agradecer por serem o meu muro.
Por não me fazerem passar despercebida.


:')

domingo, 23 de março de 2008

Ser Poesia

O Dia Mundial da Poesia é celebrado a 21 de Março.
Todavia, na minha opinião, todos nós deveríamos ler um poema por dia.
É uma das mais belas formas de expressão textuais que o Homem encontrou para expressar os seus sentimentos e pensamentos.
Descobri a Poesia com sete aninhos e desde aí nunca mais deixei de escrever...

Assim sendo e para, de uma certa forma, inaugurar a "nova cara" do meu blog, decidi postar, não um poema meu, mas um dos meus poemas preferidos.

Da autoria do Senhor, (O Grande Senhor), Eugénio de Andrade.



Amor



Cala-te, a luz arde entre os lábios,


E o amor não contempla, sempre

O amor procura, tacteia no escuro,

Essa perna é tua?, esse braço?,

Subo por ti de ramo em ramo,

Respiro rente á tua boca,

Abre-se a alma à lingua, morreria

Agora se mo pedisses, dorme,

Nunca o amor foi fácil, nunca,

Também a terra morre.




Lindo!

Escrevam.
Extravazem o vosso interior! :)

terça-feira, 11 de março de 2008

Eufemismos

Não é Amar. É gostar de mais.

É pensar nele durante o dia.

Durante a noite.

Enquanto escrevo.

É ler o que ele escreve,

É ouvir o que ele diz e sorrir.

É querer ser perfeita só porque é ele.

É querer fazer tudo certo para saber que ele gosta de nós.

É recordar cada gesto dele até à exaustão.

É recontá-lo vezes sem conta em voz alta, para saber que aconteceu mesmo e que não foi um sonho.

É querer mais.

É sonhar com um futuro equidistante e indagar se existirá.

É amá-lo silenciosamente e não o poder gritar ou só sussurrar.

É saber que ele está ali mas, que ao mesmo tempo, não está.

É querer agarrar e fugir.

Não é Amar.
É gostar demais.

É sorrir no vazio.

Sonhar numa noite contínua.


Não, não é Amar. É gostar de mais.
Apenas gostar de mais.


..."Let me take you there"...

quinta-feira, 6 de março de 2008

Blowing Memories


Por vezes a alma susurra no vento os seus desejos mais bem guardados.
Eu expiro as minhas memórias para um papel.

Navego em pensamentos lineares enquanto organizo, numa alva folha de papel, as ideias que a minha mente sopra pelos meu lábios.
Como se perdesse o controlo da minha mão, sobrevoando o meu próprio corpo, vejo-a a dançar sobre a superfície macia da folha e as letras dançam ao sabor do lápis que se consome a cada palavra sentida.
Memórias brotam do meu pensamento acabando num sorriso na minha face ou numa lágrima que sem querer desceu pela minha bochecha.
Lentamente consumo-me pela elevação da alma que este soprar de memórias me concede...
Deixo-me adormecer na doçura do carinho que o meu espírito recebe vindo destas memórias que me sossegam o respirar.

Noite.
Estou sobre o olhar atento das estrelas que me rodeiam e protegem.

Inspiro.
Adoro o cheiro do ar fresco da noite.
It calms me down.
Expiro.
Uma memória forma-se a minha frente.






"If I just breathe
Let it fill the space between
I'll know everything is alright
Breathe,
Every little piece of me
You'll see
Everything is alright
If I just breathe
Breathe"


(Lyrics: Michelle Branch, "Breathe")