segunda-feira, 14 de junho de 2010

Mudam-se os Seres, Muda-se a Literatura

Semana passada fui à Leitura e dei de caras com um livro sobre Angeologia, ou lá o que era, o que me fez pensar que depois dos Vampiros e dos Lobisomens, só faltava mesmo existir literatura sobre Anjos. Até que na revista do JN de Sábado vem uma reportagem sobre a nova literatura... Sim, é verdade, a aposta literária de Verão são livros em que 'em vez de aparecerem presas...aparecem asas de anjo', como escrevem na Notícias de Sábado.

Se a príncipio pensei que esta era mais uma forma de tentar vender uma fórmula pré-esgotada, a verdade é que me senti bastante atraída por esta nova literatura. Sou uma pessoa que gosta sempre de ter algo a dizer e que gosta de experimentar novas coisas.
Depois da visão sobre anjos que a Sobrenatural me trouxe, confesso que fiquei muito curiosa sobre como iriam abordar/abordam este tema a nível literário.

De modos que podem contar com uma crítica no futuro, isto é, quando acabar de me decidir por onde começar a ler e quando, claro, terminar esta fase uma bocado negra e puxadota em que agora vivo.

E deixo-vos com uma das minhas previsões: há uns atrás passou na sic uma série sobre um anjo que não teve muito sucesso. Uma aposta em como a Sic, se esta moda literária pegar, vai revitalizar a série? É que, por mim, antes ver o Paul Wesley mais cheiínho na Fallen, que levar com aqueles matrafões da Lua Vermelha!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Momentum

Ele disse que escrever era passar mais tempo sozinho. Eu, que já sozinha me sinto, decidi fazer da escrita uma nova amiga.
Ele disse que podíamos colocar tudo na escrita, mesmo que os nossos amigos ou família ficassem chocados com o que escrevemos.
E sabes que mais? Apetecia-me escrever muito. Até acabar a tinta da caneta. Até partir o lápis. Até sangrar dos dedos. Há tanta coisa cá dentro que eu não mereço guardar esta poluição.

domingo, 6 de junho de 2010

dos pontos nos i's.

Quando se começou a dizer que o Jesualdo Ferreira ia sair do FCP, eu disse logo que o André Villas-Boas ia ser o próximo treinador. Escusado será dizer que tanto o meu avô e o meu pai não concordavam comigo e agora... Bem, agora ainda têm a minha opinião futebolística mais em consideração.


E andei eu a semana toda a tentar chegar aqui e postar isto. 
Acho que nunca tive uma semana tão cheia de trabalho como esta, mas no final a sensação de recompensa e de bom trabalho compensa, e muito, o meu estado de espírito.
Agora vou ver os últimos episódios de Ugly Betty.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

4cm.

Metade do tamanho do dedo indicador e o que 'desvolumei' em duas semanas.
Só peço força (de vontade e espírito) para continuar nestas andanças.

O que tem de ser tem de ter muita força.





# E só não vos digo mais porque simplesmente não tenho tido nada de novo ou excitante na minha vida. Agora, se vos fosse a contar o que me entristece todos os dias... Aí sim, havia pano para mangas.
Mas este blog não vive de desânimo, ao menos, que essa parte medonha da minha vida não atinja as minhas palavras.

terça-feira, 1 de junho de 2010

das memórias das palavras.

É tão triste quando se tenta adaptar um novo nome a alguém, a uma memória, só para que o coração não sofra mais.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

##

«Venceste» -, digo. Logo sou eu que te venço e tu perdes, pois confiado na vitória esqueces a vigilância sobre mim, que te examino.
Friamente?
Que outra maneira tenho de examinar as coisas, os outros: com toda a minha paixão? Aquela alimentada pelo simples prazer ou dor que dá senti-la. -  Assim te procuro, te uso, te escrevo; porém as palavras não são elos, nem pontes, nem laços a desatar na solidão das salas.


in Primeira Carta II, Novas Cartas Portuguesas

domingo, 30 de maio de 2010

coisas que gostava de perceber, mas não consigo.

# Pessoas.

Eu sou uma pessoa muito compreensiva embora haja uma pessoa que se ria quando eu digo que sou afável. Mas sou, e sou simpática, dedicada e solidária.
Porém quando me calcam... Meus amigos saiam da minha frente! Ou então quando me lixam o juízo, aí também não tenho discernimento. Então imaginem fazerem-me isto quando estou com a TPM.

Eu até fico aborrecida comigo mesma porque sei que muitas razões para a raiva contida são infundadas, mas a verdade é que não há paciência. Não há pessoas minimamente educadas? A cada dia que passo descubro que não, não há.
Não gosto de quando as pessoas se fazem de coitadinhas, para mim não dá. Há tanta merda neste mundo, que isso não tem fundamento. Também não gosto de pessoas gabarolas, porque no fundo são sempre pessoas insastifeitas com algo. Assim como também não consigo perceber pessoas mal resolvidas. Eu tento, já tentei e chego irremediavelmente à conclusão que essas pessoas não são passíveis de compreensão.

Mas não há nada mais complicado que as pessoas neste mundo. Não há.

sábado, 29 de maio de 2010

Ela

Ela é uma rapariga decente. Apesar de ser Balança, é extremamente complicada no que toca a decisões e sonha alto. Bem, não é sonhar alto... É mais sonhar, sonhar e sonhar. Imaginar como tudo poderia ser amanhã e no amanhã não acontece nada do que ela tinha imaginado. Disse-se recente que tem tendência para a dispersão.
Mas hoje ela viveu uma tarde como gostaria que todas as suas tardes fossem.
Estava ela num local cheio daquela magia que lhe faz os olhos brilhar, a ler sobre o que gosta, a aprender, a partilhar mesa com um deles. Ao mesmo tempo em que ali estava ouvia, ao longe, ténues vozes a ensaiar uma peça que ela ainda não descobrira qual era. Eis senão que a meio pensa ouvir a voz de um outro, o ele, mas desistiu no vão sentimento que de seria bom de mais para ser verdade. Até que ele canta e ela reconhece-lhe a voz, a música, o texto. Palavra a palavra e a imagem forma-se na mente dela. Era tão somente uma das suas peças favoritas. Do seu dramaturgo épico de que todos falaram e brincaram com ela no dia anterior.
Ganhou outro ânimo. Agora estava naquele local a estudar o que mais gostava e a ouvi-lo a ensaiar. Não era preciso vê-lo ou estar com ele, ela partilhava consigo mesma a sorte de o poder ouvir fazer aquilo que a fizera apaixonar por todo aquele mundo.
Porém, tal qual uma Cinderela, também ela teve de se ir embora ao bater das horas e não deixou lá nenhum sapato, mas um suspiro. E mil e um pensamentos.

O sol incendiava a lua pela qual ela caminhava feliz. Estava pasma com o que destino lhe tinha trazido.

À noite, em retrospectiva, lamenta ter ouvido algo ao longo desse dia. Talvez tivesse tido tudo para ser perfeito, mas aquela ausência não lhe fugia ao coração. Ela sabe que agora tudo o que este mundo lhe possa trazer virá sempre acompanhado de uma memória.
Uma figura de inspiração.


Sim, fora um dia mágico.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Sou Épica!

É do conhecimento de todos, pelo menos daqueles que me rodeiam, que o meu dramaturgo favorito - como disse hoje: o meu ídolo - se trata do Bertolt Brecht. Sim, aquele cujo teatro se fazia de acordo com o Género Épico, defendido e criado por ele mesmo, que é capaz de me incendiar o coração.

Eu gosto muito do Brecht. Gosto de ler as peças dele. Gosto de as ver encenadas. Adoro encontrar detalhes épicos, por mais minúcia que exista, em peças portuguesas/brasileiras contemporâneas e antigas. Porque um espectador vai ao teatro para pensar, para intervir nas peças, para se questionar com o que vê.

Sou épica. E o Brecht, como disse uma das professoras de uma das minhas aulas hoje, é 'aquele seu amigo'.

Estará na altura para que eu, finalmente, aprenda alemão e me ponha a pesquisar, a fundo, sobre o B.B.?

segunda-feira, 24 de maio de 2010

do cansaço da vida.

Preciso de sossego. Não daquele sossego que traz consigo a solidão amarrada, mas um sossego mental, de descanso para estes últimos dias. Para poder pensar claramente. Para poder dormir. Para poder discernir.
Dou por mim a repetir mentalmente todas as imagens que vivi nestes últimos dias, a violência destas talha-me ainda o coração e novas lágrimas florescem nos olhos.
Sinto que não tenho o dever de me sentir assim, mas é inevitável pensar que a efemeridade da vida pode levar-nos aqueles que mais amamos, que mais adoramos, que mais queremos, sem nos pedir permissão.
E dou por mim a pensar nas outras pessoas, naquelas que certamente sentem, neste momento, uma saudade terrível capaz de esmagar um coração.

Amanhã vamos todos voltar ao lugar onde o conhecemos e falar sobre ele, vamos tentar aliviar o peso que sentimos. E mesmo que não queiramos conversar sobre isso, sabemos que a conversa vai levar-nos lá.

Não, não me devia sentir assim. Mas sinto. Imaginei mil e uma coisas no meu futuro com ele envolvido, porque sabia que, daquela faculdade, era com ele de certeza que queria trabalhar. Ele falava e a minha mente voava. Queria que a minha paixão me inundasse como a dele inundava a atmosfera.

É um cansaço da vida que não pára, que não vai embora com o silêncio. Mas que se reforça porque me obriga a relembrar que isto é a vida, que nada nos é dado por garantido e que temos de viver e fazer o melhor com o que temos.
Levando sempre os que amamos no coração.

domingo, 23 de maio de 2010

#

Um dia crescemos e, subitamente, a definição de 'a minha melhor amiga' começa a soar mal e passamos a usar o conceito de 'amiga íntima'.

sábado, 22 de maio de 2010

Oh for the Muse of Fire!

Foi quando me voluntariei para ler o ínicio do Henry V que vi quem era aquele professor, quando ele me corrigiu por ler aquela expressão tão serenamente e soltou um OH FOR THE MUSE OF FIRE que nunca mais me irei esquecer. Foi através dele que fui pela primeira vez ao teatro e foi ele que me fez iniciar nesta longa caminhada teatral que encetei.
Hoje quando acordei e vi aquela notícia no jornal senti um aperto no coração e ainda agora não me acredito. Sinto que para a semana vou para a faculdade e o vou ver lá a fumar ou a colar panfletos perto do bar e sorrir quando ele me chamar 'Ana Catarina'. Tal como o Tiago escreveu tenho pena dos alunos que nunca puderam ter uma aula com ele ou que a nunca vou ter. Porque nunca vão experienciar o sentimento que se estabelecia na aula dele. Uma professora disse hoje 'dentro de uma sala de aula há fidelidade do aluno ao professor e vice-versa', mas nas aulas dele havia cumplicidade. Porque ele já me conhecia desde os 19 anos, porque eu até pensei que no início deste ano que ele fosse pensar que o andássemos a perseguir dado que, pelo 3º ano consecutivo, íamos ter uma aula com ele. E ele esteve lá quando fizemos a nossa estreia no grupo de teatro, criou connosco uma leitura encenada, sempre a cultivar-nos, sempre a ensinar-nos, sempre.
Ele É uma das minhas maiores referências a nível de cultura teatral, e só queria fazer transparecer neste texto o carinho que sentia por aquele homem, porque aquele Professor.
O nosso Paulinho, o nosso Pauluxo, épapanhol, my boo, o meu coração caiu, rebolou e continua a rebolar.


As pessoas tão dedicadas ao mundo partem mais cedo para que os outros continuem a sua arte.
Descanse em paz.

terça-feira, 18 de maio de 2010

O Príncipe de Homburgo

Fui ao TeCa no Domingo com o companheiro de sempre nestas andanças e juntos sofremos, pela primeira vez, o suplício de estar a ver uma peça de teatro que não nos cativava em nada. Excepto nos figurinos, sim, o guarda-roupa estava muito bem conseguido.
Quando vi o leque de actores desta peça pensei que, em conjunto com o texto - Kleist - ia ser uma produção extremamente interessante. Quando acabou por ser uma desilusão.
Fiquei desiludida com alguns jogos de proxémica da encenação, com a mesma, com algum trabalho do actores - que me fez levantar a questão passada de actores de televisão vs actores de teatro - e, a verdade é que acho que nem estava uma aura boa entre os actores e o público. E não sei a que factor se deveu, mas a peça acabou por chegar ao fim e eu fiquei sem entender a conclusão.
Nunca na minha vida tive vontade de sair a meio de uma peça como tive no Domingo. Nem sei que vos diga mais, acho que isto foi caso único...

Um Disco Externo, por favor!

Digam lá se a ideia de termos um disco externo ligado à nossa cabeça, não é uma ideia estupenda? Podíamos arquivar lá a informação toda, tudo bem compactado, organizado por pastas e subpastas e sempre que fosse preciso qualquer coisa era só carregar no 'pesquisar' e tungas debitávamos informação.
E quando quísessemos ignorar alguém dizíamos:
'Olha, fala aí pro disco que eu gravo e mais logo ouço-te.'





Fenomenal.

domingo, 16 de maio de 2010

Soror Mariana Alcoforado, II

Sou uma doida, passo o tempo a dizer a mesma coisa. É preciso deixá-lo, não pensar mais em si. Creio mesmo que não voltarei a escrever-lhe. Que obrigação tenho eu de lhe dar conta de todos os meus sentimentos?

in Cartas Portuguesas Atribuídas a Soror Mariana Alcoforado


Por mais sonsinha e ingénua que tivesse sido, até que escreve uma ou outra coisa acertadas, hein?

Soror Mariana Alcoforado

Não conheci o desvario do meu amor senão quando me esforcei de todas as maneiras para me curar dele, e receio que nem ousasse tentá-lo se pudesse prever tanta dificuldade e tanta violência. Creio que me teria sido menos doloroso continuar a amá-lo, apesar da sua ingratidão, que deixá-lo para sempre. Descobri que lhe queria menos do que à minha paixão, e sofri penosamente em combatê-la, depois que o seu indigno procedimento me tornou odioso todo o seu ser.
O orgulho tão próprio das mulheres não me ajudou a tomar qualquer decisão contra si.

in Cartas Portuguesas atribuídas a Mariana Alcoforado


Apesar de ser mulher, há muita coisa no universo feminino com o qual não concordo e nem compreendo. E rebaixar-me, humilhar-me e tentar espicaçar um homem para que este me dê atenção é, decerto, coisa que nunca fiz e nem vejo a fazer.
E a Senhora, para a data em que, supostamente, escreveu estas cartas (séc.XVII) é muito acesa. A sério, são metáforas atrás de metáforas que mostram o acto sexual explícito. Era uma loucura.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Lançada.

Não sei o que me deu, acho que foi um adrenaline rush, mas saí daquele autocarro (a minha vida acontece nos autocarros, pronto) e pus tudo em pratos limpos.
Inspirada pelas últimas palavras que tinha dito à S.:

Se eu fosse um pacote de açúcar da Nicola dizia 'hoje é O dia'


Respirei, parei e disparei.
Ao menos a dúvida está dissipada, mas continuo a pensar se ele me terá achada maluquinha.
Agora falta ganhar coragem e dizer ao outro que conheci o sósia dele.
A ver vamos, mês que vem, pode ser que aconteça no autocarro.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

das ilhas e dos seres.

Nenhum ser humano é uma ilha e é por isso que conseguimos estabelecer relações entre nós sejam elas de amor ou de pura amizade. Porém não é o ínicio que se revela mais aparatoso, mas sim o durante, porque cada um de nós tem a sua areia, as suas palmeiras, os seus cocos, os seus animais selvagens...and so on.

Quando gostamos de alguém, temos de gostar por inteiro. Não podemos gostar de uma pessoa só porque tem um sorriso bonito, só porque é alto, não podemos dizer que aquela ou aquele são nossos amigos porque partilham o mesmo gosto por algo.
Quando gostamos de alguém, temos de gostar por inteiro. Aceitar aquele feitiozinho de merda que às vezes aparece, perceber a necessidade de ficar só por momentos, perceber que às vezes é preciso balançar os limites para se limitar.
Quando gostamos de alguém, temos de gostar por inteiro. Porque esta vida não é perfeita e estamos todos sozinhos no final. 

Talvez seja a Compreensão a nossa melhor amiga e a Paciência anda de mão dada com ela.
Porque, a meu ver, existem muitas reacções exageradas quando se descobre algo sobre um amigo e, em vez de se aceitar, conversar e rir no final, faz-se um drama.




porque hoje acordei muito cedo e todos nós sabemos que viagens de autocarro antes das 9h inspiram a congeminar posts para o blog.

domingo, 9 de maio de 2010

Adeus Semana Mais Louca da Minha Vida!

Pronto. As Actividades Académicas e a Queima já terminaram.
Este ano não pude deixar de reparar o quão estranha me senti durante estes tempos, porque sabia que estava a vivê-los, mas ao mesmo tempo parecia tudo uma espécie de sonho que tinha chegado muito depressa.
E é quanto mais queremos que o tempo demore a passar que ele passa mais depressa, nem nos dando tempo de aproveitar todos os pedacinhos.

Ele foi Monumental Serenata com muito choro à mistura, muitas palavras ditas do coração, muitos abraços sentidos.
Ele foi Imposição das Insígnias onde me impuseram as Fitas. Nos meus tempos idos de caloira, eu vi pessoas a fitarem e sempre pensei que só num futuro muito longíquo é que as fitas iriam conhecer a minha pasta. Mas foi numa tarde de Domingo que me despedi do meu grelo, que impús um grelo e que me apercebi que cada insíginia ajuda a marcar cada ano que passamos na faculdade.
 E não há altura nenhuma em que não vá olhar para as minhas fitas e pensar nas pessoas que já perdi, e que a falta que essas pessoas me poderiam fazer, é absolutamente compensada por aqueles que tenho agora e que AMO.
Ele foi Cortejo passado no Carro a abanar as Fitas e a ouvir velhinhas a perguntar coisas que me torciam o coração.
Este ano não nos encharcamos no final. Acho que já estávamos todos encharcados no choro, nas lágrimas que foram tão ternuramente nossas esta semana.

Quanto à Queima... Vi o melhor concerto, o dos Franz Ferdinand, que me fez esquecer o frio que estava no Queimódromo. Saltei, as usual, com repertório de sempre do Quim Barreiros, apaixonei-me pel'Os Azeitonas e saltei com os Xutos. Quanto às noites dentro... Fiquemos pelas memórias que ainda me rio de cada vez que me lembro de tudo.

Amanhã vai ser um choque de realidade quando voltar à rotina.
E eu não queria reencontrar-me com aquilo que, por uma semana, fiz questão de esquecer.
A minha vida normal é uma absoluta monotonia.



são as recordações que me distraem deste mundo.
ao menos isso.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Coelho(s)

Eu não gosto de sextas-feiras. São o fim da semana, a mim não me prometem um dia descanso a seguir, mas significam o fim de mais uma semana da minha vida.
O fim. E já que falamos em finais, deixem-me contar-vos uma história:

Há uns quatro anos atrás o destino uniu num lugar de azul-escuro algumas pessoas que se iniciavam numa nova vida. E mostrou-lhes um mestre.
E o tempo foi passando e o carinho crescendo. T-shirts rasgadas, lágrimas, capas traçadas, vidas académicas, um ano seguinte de suor, dor e lágrimas. O amor ao vestir de preto a crescer cada vez mais, com uma intensidade que se acentuava pelas pessoas que continuavam a nosso lado. Que nunca nos viraram as costas. Pessoas que nos salvaram. Pessoas por quem nutrimos um amor maior cuja definição não vem no dicionário. E tudo isto num lugar onde nunca nos sentimos sozinhos.



Ao longo destes quatro anos tu conquistaste-nos. E nós, provavelmente, não fomos capazes de pagar na mesma moeda. Mas foi o carinho por ti que nos uniu a todos de uma forma transcendental nos últimos dias. Se tu és o nosso PAI, eles são todos meus irmãos.
E aquele dia, aquela sexta-feira, ganhou um sabor muito diferente. Porque o Ad Aeternum respirou-se e transformou-se num laço que nos uniu a todos e todos eternizamos aquele momento nas nossas mentes. E quando falo em todos, englobo também o N. e o B. que são muito especiais, cada um à sua maneira.




Tu construíste-nos uma casa. Deste-nos um lar. Um lugar cheio de memórias.
Esta história não tem um final feliz, mas sim um final em aberto. Porque te gritamos de pulmões abertos um ATÉ BREVE eterno.



2006/2007

sexta-feira, 23 de abril de 2010

# é da paixão que nasce o pior mal dos homens (*)


Depois andamos nós, por aqui, contar os dias que passam devagar para alimentarmos uma espécie de coisa engraçada e diferente do costume. Apenas e só porque nunca sabemos onde vamos calhar com o mar desconhecido. Porque há mais marinheiros que marés.





(*) Sophia de Mello Breyner

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Alguém Olhará por Mim

Ora aqui está a peça que ainda me tolda o pensamento e a causa pela qual nem tenho escrito aqui.


Sábado à noite, no Mosteiro de S. Bento da Vitória, mais propriamente no Claustro (lugar mágico e místico, esse!), vi uma das melhores peças da minha vida. Nessa semana uma professora nossa tinha dito que sabia que um espectáculo a tinha tocado quando não conseguia parar de pensar nele, e eu ainda não consegui esquecer este.
O texto de Frank McGuiness, tradução do fabuloso Paulo Eduardo de Carvalho e com encenação de Carlos Pimenta, mostra-nos três homens de nacionalidades diferentes presos em cativeiro por rebeldes. Um texto dos nossos dias, portanto. E que nos leva a indagar muito sobre a nossa vida, sobre o que faríamos se fossemos nós ali.
E é a loucura que se instala pelas palavras, e a tentativa de escapar através da imaginação para não deixar morrer o espírito. É a música perfeita. É o cenário perfeito.
É rectângulo de giz que nos corta os movimentos. É a nossa identidade posta em causa. A nossa sanidade. A nossa história.

É uma intimidade que se estabelece entre nós e os actores (um trabalho fantástico por parte dos três) e durante duas horas estamos com eles naquele cárcere. Com o coração apertado.

Ainda agora a peça me toca no âmago. E chorei como nunca quando cheguei a casa.


Até dia 24 no Mosteiro.
Ide, ide!

Leitura Encenada da Antígona de António Pedro/ Jeremias Fisher

Vamos lá a ver se consigo, finalmente, escrever sobre a maratona teatral que foi a minha vida na semana passada.
No ínicio da semana fui assistir à Leitura Encenada da Antígona de António Pedro no TNSJ encenada pelo Nuno M. Cardoso e que contava com a interpretaçãode alunos do 3º ano do BalletTeatro.
E deixem-me que vos diga que Portugal carece, cada vez mais, de ensino a novos actores. O nosso país não tem um boa formação de futuros actores.
Nada mais consigo dizer sobre o espectáculo. Para mim resumir-se-ia à prestação daqueles miúdos que no final do ano lectivo serão actores e não aos Actores que contracenaram com eles. A esses não aponto falhas (aliás consigo dizer que o Freixinho me surpreende de cada vez que vou ao S.João), quanto aos mais novos, eu que sou ainda um pouco leiga por aqui, consegui não gostar do que fizeram ao texto do António Pedro.


Por outro lado, na Sexta pela tarde fui ao TeCa assistir à Ópera Infantil Jeremias Fisher. Nunca tinha visto uma ópera de qualquer tipo, logo uma infantil seria a melhor forma de começar... Gostei muito do trabalho dos miúdos, dos actores, exceptuando as vezes em que me esforçava o dobro por tentar perceber o que a actriz cantava/dizia... Contudo o conteúdo, a mensagem da peça, não foi bem aceite por mim. Após o final do espectáculo eu pensava que tudo aquilo era um eufemismo para ajudar a ultrapassar o luto da morte de um filho. Mas não, aquilo era uma metáfora sobre o crescimento dos filhos e o sair debaixo das asas dos pais e voar por essa vida fora. Estranhamente não creio que miúdos de seis anos para cima consigam ter o bom-senso de entender a mensagem.
Mas foi um espectáculo bonito, fofo como diz o T., e eu até gostei de ir ao teatro antes da minha aula das 17.30. Se todos os dias fossem assim, talvez eu andasse mais contente que o costume.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Adoro Regressos!




Já tinha saudades das músicas do Glee e da boa sensação que me traziam sempre que as ouvia.
E agora, com novos episódios, esperam-se momentos muito bons.
Fin[n]almente!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Dia Mundial do Beijo

Tenho para mim que todas as expressões que fazemos com o corpo são sempre dotadas de uma alta intensidade. Sejam elas um abraço, um olhar, um dar a mão, um mimar passando a nossa mão no rosto de alguém, um abraço, um encostar de cabeça, um beijo.

Hoje, para quem não sabe, é o dia mundial do beijo. O fenomenal é que o digam à boca cheia numa época como esta, em que se f*de uma pessoa pelas costas enquanto o diabo esfrega um olho.
Por outro lado é sempre bom lembrar-mo-nos destas coisas porque um beijo é um gesto simples que pode fazer a diferença na vida de uma pessoa. E há tanta variedade!
Há o beijo repenicado; aquele que é dado na bochecha mas não não tem som; o beijinho bem no centro da bochecha; o beijo na testa; o beijo na mão; o beijo dos esquimós; o beijo na boca que acelera o nosso coração; o gesto de atirar um beijo...
E todos estes momentos têm a sua dose de intensidade.

Já disse aqui que não gosto de dias mundiais disto e daquilo, também não concordo com a existência de um dia mundial do beijo onde se fazem competições entre 'deixa cá ver quem é o casal que tem o beijo mais demorado e o que demorar mais ganha uma viagem', mas devia celebrar-se sim a existência de amigos, de pessoas na nossa vida a quem podemos declarar o nosso amor através de um gesto simples. Mais que nos outros dias, hoje o beijo tem um significado diferente.

domingo, 11 de abril de 2010

Hidroginástica

Nunca pensei que estar dentro de uma piscina com mais de uma dezena de pessoas idosas fosse ser tão animado.
Convencida por uma amiga, a minha tia fez-me alinhar em aulas de hidroginástica a ver se faço mais desporto para a ajudar à perda de peso. E como sempre quis experimentar fui de bom agrado!
Claro que agora estou com o braço direito e mais alguns músculos empanados, mas estou ansiosa pela próxima aula!



Agora vou voltar ali para o homem que me espera de braços abertos...Hercule Poirot.
x)

sábado, 10 de abril de 2010

Antígona



Depois de ter trabalhado o texto de Sófocles no semestre passado, confessei-me ansiosa para ver a peça em cena no Teatro Nacional de S.João, ainda para mais sob a mão do Nuno Carinhas.
Mas que peça, meus senhores, QUE PEÇA!
O cenário deixa qualquer boquiaberto, com a excepção de uma coluna pra qual, durante todo o espectáculo, não descobri utilidade. Mas aquela escarpa... Que diferença faz à pose dos actores. A meu ver não só torna a interpretação mais pujante, mas ajuda na construção de um espectáculo magnificente.
Da interpretação dos actores prefiro destacar, desta vez, a grandiosa Emília Silvestre, a Maria do Céu Ribeiro e, mais uma vez, o Paulo Freixinho. Continuo a dizer que tenho tido o privilégio de ver este actor 'evoluir' e perceber que também apostam cada vez mais nele. Ele faz tudo, não exagera, ele vai pra lá dos limites da interpretação. Adoro-o.
A forma como Nuno Carinhas encena o Coro também me surpreendeu, adoro o efeito da voz conjunta, da presença imponente que aquele grupo de pessoas representa, mas onde apenas consigo destacar a Emília Silvestre porque foi ela através de um olhar penetrante, de uma voz extraordinária, de um jogo de corpo e rosto fantástico que fez surtir uma espécie de burburinho na minha pele e que julgo ter visto ser espalhado pela audiência.
Custa-me, no entanto, fazer estas divisões porque estou a lembrar-me do quanto gostei de ver o António Durães e o Jorge Mota, mas outros actores tiveram uma prestação mais contida, apesar da divisão de papéis estar muito bem conseguida. Quero é destacar uma espécie de desilusão: Alexandra Gabriel. Depois de a ter visto como Morte no Breve Sumário da História de Deus, só consigo balbuciar meras palavras para a sua Ismena. Não conseguiu muito bem, mesmo estando no Coro a actriz parece perder a luz que tinha aquando o outro espectáculo.
A nível do jogo de som e luzes, não gostei propriamente da forma como coordenaram a luz no espectáculo e do som penso que só deveria ser usado em certos momentos fulcrais, havendo momentos no espectáculo em que o som faz toda a diferença.
Outro ponto de enorme relevância são os figurinos que são tão perfeitos e que mostram, perfeitamente, a tentativa de modernização da peça mantendo a sua dimensão histórica de passado. 
Gostei especialmente de terem modernizado um pouco o texto, mas creio que perde um pouco da sua dimensão política. E acho que cada Ode do Coro devia ter mais importância no espectáculo, sendo o Coro uma personagem fundamental na tragédia.

No final da noite saí de sorriso nos lábios, consegue-se contar pelos dedos as vezes que saio assim satisfeita depois de uma peça de teatro.
Muito, muito bom.
Parabéns a todos!

E recomendo-a a todos vocês!

terça-feira, 6 de abril de 2010

da capacidade de amar.

Tenho me apercebido ao longo dos dias que já não sei o que é amar. Aliás, não é bem amar, é mais sentir.
Sentir borboletas na barriga. Sentir que estou nas nuvens porque ele me sorriu. Olhar para o telemóvel e sorrir porque tenho uma sms dele.
No outro dia pedi ajuda ao T. para uma legenda de uma foto e foi quando li a sugestão que reparei que já não escrevo direccionado a alguém. Há muito tempo. Tenho textos por aqui em que só de ler as primeiras linhas sei perfeitamente de que se trata.
Talvez seja por isso que cada vez que escrevo alguma coisa/tento iniciar alguma estória acabo por a apagar. Porque não há sentimento nenhum. Porque tudo me parece pretensioso e surreal.

I'll watch the night turn light blue/
But it's not the same without you/
Because it takes two to whisper quietly/
The silence isn't so bad/
'Till I look at my hands and feel sad/
'Cause the spaces between my fingers/
Are right where your's fit perfectly. (*)


Tenho saudades de sentir. E tenho medo que me tenha esquecido do que é gostar de alguém.  





(*) Vanilla Twilght, Owl City

segunda-feira, 5 de abril de 2010

"a língua inglesa fica sempre bem"

Já lá cantavam os Clã e é bem verdade.
Recorro muitas vezes ao Inglês e a expressões inglesas para completar o racícionio, porque são mais simples e dizem numa só palavra o que em português demora uma frase.
Não quero com isto diminuir a língua de Camões, aliás se há língua que eu mais gosto é da nossa: há expressões portuguesas que traduzidas perdem a magia toda, assim como a poesia portuguesa é bem mais romântica e bela do que as outras.
Isto tudo para dizer que prefiro os palavrões ingleses do que os portugueses.
Um 'Fuck!' diz mais que um 'Foda-se!', assim como um 'Fuck You! fica muito melhor que um 'Vai-te foder!', que perde a piada toda.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Gostava muito de saber...

... porque é que nesta minha vida descubro entidades alfabetacionais que não estão ao meu alcance (well, estar estão, mas não como que gostaria que estivessem) e depois descubro pessoas que são a cara chapada delas, tal como o rapaz que mora dois prédios atrás do meu e que vejo now and then no autocarro e na rua. O problema aqui é que eu já não via/vejo essas pessoas há imenso tempo e na quarta-feira, longe desta minha localidade, vejo um e sonho com outro.

Quarta foi um dia muito intenso. De manhã arranja-se fôlego para continuar, à tarde emocionamo-nos e rimo-nos muito e há noite janta-se e toma-se café em bom ambiente. Muito bom ambiente, diga-se de passagem.
Depois passei a noite em claro, a dançar como nunca dancei,a rir como já não me lembrava rir e mandar sms's com partidas de 1 de Abril.
Não há nada melhor que chegar a casa de manhã e ver a minha mãe e o meu irmão a sair para ir à piscina e dizer que ia com eles. Ao que devo acrescentar que o professor de natação do meu irmão é muito parecido com o James Franco, que eu fiz questão de reparar.

[Eu bem digo que onde moro só existem sósias, eu bem digo.]


E hoje foi dia de limpezas da Páscoa e estou em mood to be continued porque já estou farta do pó e de andar a arrastar móveis.
Para semana já tenho aulas de novo. Gostava muito de saber porque é que os estudantes universitários não podem ter duas semanas de férias como os  restantes estudantes. Não estudamos como eles?
Humpft!