"E dizem que saudades matam! Saudades dão vida; são a salvação de muita coisa que, em seu pleno gozo e posse pacífica, pereceria de inanição ou morreria de opressora moléstia da saciedade."
Almeida Garrett, Viagens na Minha Terra
Há dias em que eu penso que ou a) não devia sair de casa ou b) devia virar uma personagem muito, muito má para merecer estas reviravoltas do destino.
Sinceramente, eu pessoa que sou extremamente calma, que não mato uma mosca, que não abro a minha querida boca para o que quer que seja em locais públicos... Pois, diz que sim.
É verdade, deve ser o karma ou então eu não mereço, simplesmente, ser uma boa pessoa.
Terei direito a essa indignação ou será que amanhã serei eu a andar na boca do mundo?!
Irrita-me esta sociedade pseudo-morangos com açúcar que todas as semanas tem de arranjar alguém que arque com as culpas das suas frustrações.
O que vale é que se aproxima aí uma época que julgo ser extremamente boa para mim, aliás, estou já nessa fase. E como estou com a consciência tranquila e tenho plena confiança no meu lápis azul - no que diz respeito às palavras que me saiam da boca...
Pá, arranjem vida, arranjem problemas com cabeça, tronco e membros e deixem as pessoas que não passam a vida de cú alapado...em paz.
E dizem que as saudades matam...
"Não matam, mas moem" já lá dizia o outro... E eu, neste momento, tenho muita saudade de outros tempos.